Running Wild – “Blood On Blood” (2021)

Running Wild - Blood On Blood
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Running Wild“Blood On Blood” (2021)
Steamhammer | Shinigami Records
#HeavyMetal, #PowerMetal, #SpeedMetal

Para fãs de: Saxon, Accept, Grim Reaper, Judas Priest

Nota: 9,0

Running Wild é aquela banda que apresentações são desnecessárias, uma vez que já tem 45 anos de estrada e já faz 37 anos de seu primeiro lançamento, “Gates To Purgatory”. Vale lembrar que 1984 era bem a época que havia inúmeras bandas crescendo e foi um “boom” de excelentes lançamentos (principalmente entre 1983 e 1986).

O grupo que é liderado por Rolf Kasparek (o “Rock N’ Rolf”), cantor e vocalista do grupo que esteve presente em todas as fases da banda que contou com diversos membros durante sua trajetória, mantém seu estilo característico de um Heavy Metal mais tradicional, com toques de Power Metal e em alguns momentos de Speed. Com a faixa inicial “Blood On Blood” que intitula o presente trabalho, é notável uns toques puxados ao Speed Metal, com guitarra de palhetadas rápidas, apesar de a bateria seguir uma linha mais tradicional. Tem um ótimo refrão e é bem animada.

“Wings Of Fire” é uma música que tem aquele “típico riff de heavy metal” constante em inúmeras músicas (como “Losers And Winners” do Accept, “2 Minutes To Midnight” do Iron Maiden) e já vi até um vídeo no YouTube que era um compilado deste riff. Surpreendentemente, em pleno 2021 esse riff continua sendo utilizado e, convenhamos, é muito bom.

O álbum é repleto de ótimos riffs, consideravelmente rápidos e sempre com as raízes do metal tradicional. Em “Crossing The Blades” tanto o riff quanto o solo é muito bom, bem estruturado e melódico. Sem dúvidas é um dos grandes destaques do “Blood On Blood” que em geral é muito bom, porém, tem a famosa “baladinha” que é “One Night, One Day”, meio melosa, mas tudo bem, é compreensível que grande maioria das bandas sempre lança uma música neste estilo em quase todos álbuns.

Já na reta final, tem-se “Wild, Wild Nights”, uma música tipicamente oitentista, tanto pelo estilo da música quanto pela gravação. É animada e boa. Para finalizar de vez, “The Iron Times (1618-1648)” tem 10 minutos de duração, bem progressiva, com várias variações, classicamente Heavy Metal tradicional que se mantém vivo.

“Blood On Blood” é um ótimo álbum e não desapontará os fãs do Running Wild que acompanharam o grupo durante toda sua extensa carreira.

Caio Siqueira Iocohama

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