
Running Wild – “Crossing the Blades” (EP) (2019)
Steamhammer
#HeavyMetal, #PowerMetal, #HardRock
Para fãs de: Judas Priest, Saxon, Grim Reaper, Kiss
Nota: 8,5
Dentre as várias bandas que tive a chance de conhecer e escutar, o Running Wild foi uma das poucas que sinceramente a química nunca bateu e apesar disso, sempre respeitei o legado e a importância de seus álbuns, principalmente os seus clássicos oitentistas, mas sempre me mantendo um pouco indiferente ao som praticado pelo capitão Rock N’ Rolf. O novo lançamento na extensa carreira dos germânicos, “Crossing the Blades”, me fez, ou me impôs ter que ouvir o grupo após décadas e décadas e adivinhem? Gostei bastante!
Por se tratar de um trabalho enxuto, assimilação foi fácil e imediata, além do mais a banda parece ter se encontrado muito bem nos riffs e linhas mais Heavy/Hard, cheio de guitarras mais soltas, sem resquícios de querem imitar o passado. A voz rasgada e contida do líder Rolf nas 4 faixas dá todo o charme necessário para que o material seja excelente e viciante. A faixa título é rápida e pesada, mas nada que possamos dizer que o pé está no fincado no acelerador. O grande destaque fica para as boas harmonias de guitarras, aliás, a segunda música, “Stargazed”, é uma puta música, que merecia estar no set dos próximos shows, com um clima alto, daqueles que dão vontade de encher o corpo de barris de vinho e sair pulando por toda noite.
O jeito despojado do Running Wild chega ao seu ápice com “Sttutter”, cover do Kiss. Não temos nenhuma mudança, nada foi acrescentado, mas só de ouvir algo de Paul Stanley e Gene Simmons sendo tocado de forma fiel e decente, já é bastante para ficar de sorriso de orelha a orelha.
Ao final, após diversas vezes no repeat, esse é o Running Wild que gostaria de sempre ouvir. Vou ali me permitir novamente a escutar e conhecer os diversos álbuns desses piratas, que deixei passar por uma birra minha.
William Ribas





