
Slugcrust – “Ecocide” (2022)
Prosthetic Records
#Grindcore
Para fãs de: Napalm Death, Terrorizer, Last Days of Humanity
Nota: 7,5
Grindcore sem limites, certamente é isso que você ouvirá quando der o play em “Ecocide”, primeiro álbum do Slugcrust, banda vinda da Carolina do Sul. Porém ele não fica preso a apenas isso, e traz consigo um banquete de influências, com elementos de Hardcore, Crust Punk e Doom, todos na medida. O resultado é uma cacofonia catastrófica que se estende por 22 minutos.
Com 12 faixas, o Slugcrust não perde tempo em se lançar na estratosfera. “Opener Demise Promise” é cheia de fúria e ataca antes mesmo de você perceber o que está acontecendo e o ritmo continua através de “Drag Me To Agony” e “Buzzard Czar”. Apenas uma olhada nos títulos das músicas deve dar uma pista de quão furioso esse álbum realmente é, mas ouvi-lo na prática é algo completamente diferente. É como se você tivesse jogado Henry Rollins e um ninho de vespas em uma sala com “People = Shit” do Slipknot tocando a todo vapor.
A banda inteira entrega uma massa poderosa constante, e o álbum em si é uma longa faixa se disfarçando em pequenos atos, e isso fica evidente já que o álbum não dá trégua, porque mesmo quando a bateria e os vocais cessam, permanece ainda um ruído estridente e torturante. Porém, devemos dar destaque ao vocalista Jesse Cole, que mostra uma performance sem fôlego e inflexível ao longo de “Ecocide”, com latidos de cortar a garganta, rugidos fritantes e um uivo abrangente. São esses vocais que o Slugcrust trabalha perfeitamente em qualquer textura durante o álbum.
Destaques também para as poderosas “Echoless”, com um riff de guitarra que irá fazer você banguear sem mesmo perceber, “Petrochemical” que é pura raiva e violência e a faixa-título que tem uma mistura dos estilos que foram citados no início do texto, que funciona muito bem por sinal.
Após toda essa brutalidade e ferocidade o Slugcrust conseguiu atingir uma velocidade acima do normal e manteve o pedal no chão durante todo o tempo de “Ecocide”, um disco que irá arrancar seu rosto e cortar a carne descartada, e fazendo isso com uma lâmina enferrujada. Mais brutalidade que isso, impossível.
Lucas David








