Soilwork – “Verkligheten” (2019)

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Soilwork – “Verkligheten” (2019)
Nuclear Blast Shinigami Records
#MelodicDeathMetal

Para fãs de: In FlamesDark TranquilityArch Enemy

Nota: 8,5

O décimo primeiro álbum de estúdio do grupo sueco Soilwork traz uma mudança importante, mas no que diz respeito a sua formação. É o primeiro trabalho a contar com Bastian Thusgaard na bateria, substituindo Dirk Verbeuren, que, como todos já sabem, foi para o Megadeth. E apesar do hiato entre o último trabalho da banda, o bom “The Ride Majestic” (2015), percebe-se que a banda mantém a linha que já vêm sendo utilizada nos seus mais recentes álbuns. Explorando momentos mais cadenciados e melódicos, o grupo soube moldar sua sonoridade, de forma que, se já não faz mais aquela música do início da carreira, mantém as características que a consagrou em sua sonoridade atual.

“Verkligheten”, que em significa “Realidade” traz, mais uma vez, uma performance inspirada de Björn Strid, que no Soilwork explora sua voz de forma mais agressiva. Além dele, as guitarras de Sylvain Coudret e David Andersson, mantém aquela pegada típica da banda, com riffs que misturam de forma consistente o lado mais agressivo e melódico do grupo. O álbum ainda conta com participações importantes como as de Alissa White Gluz(que está se tornando um arroz de festa, vide as inúmeras participações que a vocalista vem fazendo), Tomi Joutsen (Amorphis) e Dave Sheldon (Exes For Eyes). Na produção, o grupo optou por Thomas “PLEC” Johansson, que já havia trabalhado com a banda na coletânea “Death Ressonance” de 2016.

O que temos aqui, é um álbum típico do Soilwork, o que fica evidenciado logo na segunda faixa “Arrival” (a primeira, que dá título ao álbum, é penas uma introdução). Dona de um andamento variado e com riifs bem trabalhados, a faixa ganha a companhia das ótimas “Bleeder Despoiler” (essa com uma roupagem mais voltada ao início de carreira do grupo), “Full Moon Shoals”, que traz guitarras mais clássicas, além de variação bem explorada do vocal de Strid, “The Nurturing Glace”, com uma cara mais “rocker”, “Stalfagel”, que traz a participação de Alissa e tem uma linha bem The Night Flight Orchestra (não é demais lembrar que Strid e Andersson integram o sensacional grupo), “The Wolves are Back in Town”, outra faixa tipicamente Soilwork e “Needles and Kin” que traz a participação de Tomi Joutsen e é um dos grandes momentos do disco.

“Verkligheten” é mais um ótimo trabalho do Soilwork. Uma banda que soube se reinventar sem mudar sua sonoridade. Algo bastante raro no mundo da música.

Sergiomar Menezes

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