
Starbreaker – “Dysphoria” (2019)
Frontiers Music
#HardRock
Para fãs de: TNT, Pretty Maids, Allen/Lande
Nota: 6,0
Tony Harnell formou o Starbreaker na primeira década do novo milênio, enquanto ainda estava no TNT. Para mim, o primeiro disco da banda, autointitulado de 2005, era uma espécie de resposta mais pesada ao disco “All the Way to the Sun”, do próprio TNT, que esbarrava com força no Pop/Rock.
Ao lado de Harnell no Starbreaker estava o guitarrista Magnus Karlsson (Primal Fear, Allen/Lande), e o que antes era um disco solo do vocalista, acabou virando um projeto novo, uma nova banda.
“Dysphoria” é apenas o terceiro disco da banda em quase quinze anos, chegando após mais uma saída de Harnell do TNT. O título se refere a uma mudança repentina e transitória do estado de ânimo, como sentimentos de tristeza, pena, angústia, o que nos infere que a banda manterá os aspectos mais melancólicos e sombrios do Hard Rock europeu do trabalho anterior, “Love’s Dying Wish” (2008).
E de fato é isso que vemos em faixas como “Wild Butterflies”, “Last December” e “How Many More Goodbyes” (com menos tintas alternativas), a trinca cadenciada que se segue à abertura metálica “Pure Evil” (preste atenção às guitarras e às linhas vocais desta música). A sequência de composições emocionais segue por toda a primeira metade do álbum, até a faixa-título, quando as coisas começam melhorar, mas não tanto.
“Dysphoria” quando não é chato, é genérico, à menos da primeira e da última faixa. Fica a sensação de que é um disco sem foco, não servindo nem ao senhor do Hard Rock/Heavy Metal do primeiro disco, e nem ao “espírito da melancolia noventista” que os inspirara no disco anterior.
A química entre Harnell e Karlsson, pra mim, não funcionou desta vez. E é sintomático quando, das duas melhores faixas do disco, uma é um cover! Aliás, Harnell deu um show em “Starbreaker”, do Judas Priest.
Marcelo Lopes Vieira





