
Steve Hackett – “Wuthering Nights: Live Birmingham” (2018)
Inside Out Music
#ProgressiveRock, #InstrumentalRock, #ClassicRock
Para fãs de: Genesis, Pink Floyd, Jethro Tull, Yes
Nota: 10
O que dizer quando Steve Hackett (ex-Genesis) lança um álbum “ao vivo” comemorando os 40 anos de lançamento de “Wind And Wuthering”, um dos maiores sucessos da carreira de seu grupo? O fato é que não tem como falar mal. O material musical é fantástico!
Além de 5 das músicas mais queridas de “Wind And Wuthering” entre os fãs da banda, “Eleventh Earl Of Mar”, “One For The Vine”, “Blood On The Rooftops”, “…In That Quiet Earth” e “Afterglow”, o projeto inclui também outras músicas que estão entre as favoritas do guitarrista em sua fase no grupo como: “Dance On A Vulcano”, “Inside And Out” ( música que foi retirada do próprio “Wind and Wuthering”) e “Firth Of Fifth”, sem falar nas músicas da carreira solo de Hackett, como a poderosa “El Nino”.
O trabalho trás toda a maturidade do guitarrista inglês e de sua banda. A sonoridade é incrível, todos os músicos cantam e tocam vários instrumentos. O saxofonista Rob Townsend, por exemplo, toca percussão, canta, toca teclado, baixo/Pedal, além do sax e flauta. Como convidados, os sempre bem vindos John Hackett e a talentosa Amanda Lehmann, que solta a voz lindamente e ainda representa tocando guitarra muito bem.
Uma coisa interessante é que, embora sejamos remetidos ao passado através das músicas, a sonoridade é bastante atual. Ocorre que a qualidade dos sons, timbres, mixagem e tudo relacionado a musica evoluiu muito com a tecnologia ao longo desses 40 anos e a regravação desse material trás consigo essa nova atmosfera. Um som mais claro, mais nítido, que realça ainda mais a qualidade dos músicos e do trabalho como um todo, deixando aquela impressão de que, na verdade, era esse o “som” que sempre se idealizou, mas na época não havia tecnologia suficiente para alcançar essa qualidade.
Uma das minhas preferidas é “Blood On The Rooftops”, que começa com um solo de violão meio “Flamenco” e se desenvolve em uma balada “Rock” situada entre o psicodélico e o progressivo. Lindíssima!
Mas o projeto como um todo é uma obra prima e vale muito a pena ouvir. Isso sem contar que ainda temos um excelente e consagrado guitarrista nos brindando com belos solos e frases muito bem tocadas em um de seus xodós, a Gibson “Les Paul Custom Golden Top” com direito a ponte Floyd Rose e tudo.
O álbum “Wuthering Nights: Live Birmingham é audição fundamental para quem curte Rock Progressivo e Genesis, claro.
Rafael Lobo





