
Stratovarius – “Enigma: Intermission II” (2018)
Shinigami Records
#PowerMetal, #SpeedMetal, #MelodicHeavyMetal
Para fãs de: Sonata Arctica, Helloween, Cain’s Offering
Nota: 9,0
Stratovarius sempre foi sinônimo de excelência dentro do Power Metal e nos últimos discos a banda se consolidou em uma nova fase sem o guitarrista-guru Timo Tolkki e colocando uma garotada talentosa na frente dos instrumentos. Os dois da velha guarda, Timo Kotipelto e Jens Johansson, vocal e teclado respectivamente, assumiram a responsabilidade de tocar pra frente essa verdadeira instituição finlandesa. O último lançamento, “Enigma: Intermission II”, coroa essa fase, e é na verdade um apanhado de faixas bônus antigas, algumas (boas) inéditas e versões orquestradas.
Na primeira metade do disco, destaque para “Last Shore”, uma balada muito bonita que traz aquele timbre límpido de Kotipelto em primeiro plano, e também para “Kill It With Fire”, com o tradicional cravo de Jens ditando o tom alegre intercalando com ótimos leads de sintetizador. É o Stratovarius fazendo o que sabe fazer melhor, só que sem aquela velocidade frenética de outrora.
Porém, convenhamos, é das inéditas que todos querem saber. “Oblivion” é uma dessas músicas novas e é possível identificar em seu DNA um traço ou outro de modernidade, como uma pegada mais pesada e cadenciada na guitarra, algo que é bem raro de se ouvir vindo do quinteto nórdico. Já a outrora bônus “Second Sight” vem com aquela veia old school do Power Metal, com uma introdução bem veloz seguida de um verso mais limpo, naquela alternância de dinâmicas que virou tendência na banda nos últimos discos.
As últimas faixas de “Enigma: Intermission II” são reservadas para as versões orquestradas de músicas dessa nova fase da banda como “Fantasy”, “Unbreakable” e “Winter Skies”. É sempre legal ver versões diferentes de músicas que estamos acostumados a ouvir com sua roupagem original e o disco encerra seu tracklist deixando um sorriso na boca do ouvinte. Agora, que venha um disco de inéditas que alce a banda ainda mais para frente dentro de seu gênero, mostrando que dá para modernizar sem perder seus traços de originalidade.
Gustavo Maiato





