
The Night Flight Orchestra – “Internal Affairs” (2012/2018) (Relançamento)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#ClassicRock, #HeavyMetal, #HardRock
Para fãs de: H.E.A.T, Horisont, Audrey Horne
Nota: 8,5
Eis que em 2012, aquele projeto idealizado por Björn Strid (vocal, Soilwork) e David Andersson (guitarra, Soilwork, Mean Streak) em 2007 chegou ao seu primeiro trabalho. O The Night Flight Orchestra, uma das bandas mais legais da atualidade, lançava seu álbum de estréia pelo selo italiano Coroner Records, tendo em sua formação estrelas da música pesada mundial. Fugindo das características dos grupos originais de seus integrantes, o The Night Flight Orchestra mostrava ao mundo que não é preciso radicalismo musical para provar seu talento. Completando a formação tínhamos ninguém mais ninguém menos que Sharlee D’Angelo (baixo, Arch Enemy), além do tecladista Richard Larsson (Von Benzo) e o baterista Jonas Källsbäck (Mean Streak). Dessa forma, a banda deixava de lado todas as amarras que o Heavy Metal impunha (e de certa forma impõe) e apresentava uma sonoridade calcada nos anos 70 e 80, principalmente no que se referia as melodias.
Logo na faixa de abertura, “Siberian Queen”, já podemos perceber que a vibe da banda era completamete diferente da brutalidade e peso aos quais estávamos acostumados a ouvir nas bandas de origem de seus integrantes. Sharlee e Jonas mostram um groove bem característico, com uma pegada bem 70’s, enquanto Bjorn canta de forma mais limpa. Já “California Morning” é aquela rock Clássico, com as guitarras timbradas como se tivessem sido resgatadas da década citada anteriormente. Mais suave, “Glowing City Mdness deixa o teclado de Richard guiar a faixa de forma bem amena. E tome mais rock clássico em “West Ruth Ave”, onde mais uma vez, David Andersson deixa exposta sua veia clássica. “Transatlantic Blues” é uma balada bem executada enquanto “Miami 502” é uma das mais aceleradas.
A faixa título traz consigo uma certa aura “disco”, algo que veio a se tornar recorrente nos lançamentos posteriores do grupo. “1998” tem uma levada pop, deixando que a guitarra fique mais pesada (sem exageros) em “Stella Ain’t No Dove’. A veia rocker do grupo volta á tona em “Montreal Midnight Supply”, numa bela interpretação de Bjorn Strid. “Green Hills of Glumslöv” possui uma sonoridade que difere das demais. O encerramento dete belo álbum vem com “Song for Ingebörg”, um a”viagem” musical, que só ouvindo para entender o que o grupo quis passar em sua execução. Toques flamencos e até mesmo orientais surge por aqui.
Em resumo logo em sua estréia o The Night Flight Orchestra mostrava que era mais do que um simples projeto musical. Era, e ainda é, uma banda despida de rótulos e sem limites em sua musicalidade. Sorte nossa que podemos ouvir a genialidade de grupos como ele.
Sergiomar Menezes





