The Nights
– “The Nights” (2017)
Frontiers Music
#HardRock, #MelodicRock
Nota: 9,0
Stone Fury, Giant, Drive She Said… o Melodic Rock e suas duplas! Quantas emoções nos proporcionaram, seja no quarto de motel, seja no fundo do poço. É da Finlândia que vem a mais nova dupla a integrar esse hall. Sami Hyde (vocais) e Ilkka Wirtanen (guitarra) fundaram o The Nights em 2015, mas sua experiência no meio musical data de bem antes disso: Hyde fez nome local como integrante da banda de Tony Mills (Shy, TNT), e Wirtanen é ninguém menos que o produtor dos quatro álbuns do Reckless Love, além de coautor de músicas de sucesso do grupo, como “Night On Fire”. O anúncio do contrato com a Frontiers, acompanhado pela promessa de um álbum tanto melódico quanto pesado, foi feito em novembro de 2016.
Quase um ano depois, eis aqui a promessa sendo cumprida. Trazendo Harri Kokkonen (baixo) e Jan-Erik Iivari (bateria e percussão) a tiracolo, Sami e Ilkka apresentam um repertório não apenas matador para quem já é iniciado na vertente mais comercial do hard, mas cativante até mesmo para o ouvinte casual e para quem prefere outras vibes sonoras. Melodia e peso comparecem em pé de igualdade, como em “Nothing But Love”, que tem refrão grudento e guitarra mais heavy do que hard — o intervalo parece coisa que Yngwie Malmsteen não pensaria duas vezes em incluir em uma de suas músicas —, e “Hold On”, cujo solo furioso que também remete ao sueco voador.
Melhor disparada por aqui, “Take Me To Heaven” é daqueles sons com potencial de hino para a atual geração. A faixa possui sangue real, o que lhe assegura o trono, mas não é só isso: todos os ingredientes que fazem do The Nights uma das melhores novidades do ano estão inclusos na mistura. Letra simples e direta sem medo de recorrer aos amados clichês, um dos vocais mais competentes que você ouvirá em 2017 — a menos que você seja retardado a ponto de associar cantar agudíssimo com cantar muitíssimo — e o bom uso da tecnologia de ponta numa gravação que nos faz lembrar de que estamos no novo milênio. “Welcome To The Show” não fica muito atrás: na condição de música que me apresentou ao grupo, garante uma honrosa medalha de prata. Valeu, Serafino, por mais esse golaço!
Marcelo Vieira





