Threshold – “Dividing Lines” (2022)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#ProgMetal
Para fãs de: Dream Theater, Queensryche, Fates Warning, Pain of Salvation, Symphony X
Nota: 9,0
Formado no velho continente, mais precisamente em Surrey, na Inglaterra, no final dos anos 80, os britânicos do Threshold apresentam “Dividing Lines”, o poderosíssimo segundo trabalho de estúdio da banda, desde o retorno do vocalista Glynn Morgan e décimo terceiro álbum da carreira.
Mesmo não sendo um vocalista virtuoso como os músicos que o acompanham, Morgan possui um timbre único e tem uma identidade dramática, criando todo o diferencial nas composições.
Um dos registros mais profundos do quinteto, com peso e letras bem elaboradas, “Dividing Lines” não é um disco para ser aceito logo na primeira audição, pois vai muito além disso, mas depois de algumas vezes você passa a absorver todas as camadas por trás 10 faixas.
Temos aqui o que há de melhor no Prog Metal, numa espécie de Teatro da Mente, desafiando o ouvinte a sentir diversas sensações e vislumbrar imagens a cada faixa. Sem soar exageradamente virtuoso, os solos, as linhas melódicas, agressivas e deslumbrantes executadas por Karl Groom (guitarras) funcionam muito bem, elevando a dramaticidade apresentada em seu ápice a cada refrão proferido por Morgan. As linhas de baixo, refinadamente executadas por Steve Anderson, são como a alma e o corpo desse incrível álbum, e os teclados de Richard West sabiamente sabem a hora de brilhar em seus solos, pois dividem linhas harmônicas com as guitarras de Groom, dando o pano de fundo necessário para a ambiência do todo.
Já as baquetas de Johanne James, soam como um cronometro do caos, executado com precisão, martelando o doce sino do fim dos tempos.
Resumindo, “Dividing Lines” é brilhante, complexo, denso, cheio de texturas, ou seja, um tiro mais que certeiro, bem no alvo, para quem curte Metal Progressivo no seu estado mais puro.
Destaque para as canções: “Haunted”, “Silenced”, “Run”, “The Domino Effect”, “Lost Along the Way” e “Defence Condition”.
Edson Reis





