Treat – “The Road More Or Less Traveled” (2017)

17800175_855482481258704_3304599267578730075_n
Compartilhe

Treat – “The Road More Or Less Traveled” (2017)
Frontiers Music srl

Nota: 8,0

Em 2016, o Treat lançou o ótimo “Ghost Of Graceland”, confirmando a expectativa após o álbum “Coup de Grâce” (2010), elencado pelos fãs como um de seus clássicos.

Essa continuidade da qualidade em manejar o Hard/Melodic Rock criava a sensação de que podem estar construindo sua melhor fase, e este “The Road More Or Less Traveled” aumenta ainda mais esta impressão, por mostrar uma banda extremamente segura no palco, madura e de técnica apurada, mas sem perder a energia e o ‘feeling’ tradicionais.

Registrado no show que a banda realizou em abril de 2016, no Frontiers Rock Festival, evento anual da gravadora italiana Frontiers Music srl, este álbum inaugura uma série de lançamentos que o selo pretende disponibilizar, inventariando as grandes performances deste festival.

O fato do show ser realizado poucas semanas após o lançamento de “Ghost Of Graceland”, justifica o fato de abrirem a apresentação com três faixas deste trabalho, e incluírem mais duas no decorrer do set list de quatorze músicas.

Da discografia, “Coup de Grace” (2010) e “Organized Crime” (1989) ainda foram trabalhos bem explorados no show, rendendo ótimos momentos, como em “Ready For The Taking”, “Gimme One More Night”, Papertiger” e “We Own the Night”.

Impossível não destacar também as performances instigantes de “Get You on the Run”, do longínquo “Scratch and Bite” (1985), e “World of Promises”, de “Dreamhunter” (1987), únicas faixas dos três primeiros álbuns a serem apresentadas.

Quanto a produção, ela é tão precisa e cristalina que me fez esquecer que se tratava de álbum ao vivo, até os intervalos das faixas, onde brotavam os aplausos e os diálogos com a platéia, afinal, a apresentação é extremamente energética, e sem erros técnicos, mas também sem arroubos de espontaneidade.

Em termos de performance, Robert Ernlund desfila vocais impecáveis, bem acondicionados a sua voz atual, enquanto a guitarra está mais tempestuosa e a bateria mais pulsante. Como curiosidade, temos Jona Tee, tecladista do H.E.A.T, substituindo Patrik Appelgren exclusivamente neste show.

Definitivamente, este é um registro ao vivo de altíssimo nível, que, além de agradar os fãs da banda, pode angariar novos, pois o potencial para tal existe!

Marcelo Lopes Vieira

Compartilhe
Assuntos

Veja também