
Triumph – “Never Surrender” (1983/2018) (Relançamento)
Hellion Records Brazil
#ClassicRock, #HardRock
Para fãs de: Rush, April Wine, Kick Axe
Nota: 8,0
Quem vê o Triumph como um primo pobre do Rush está tendo a oportunidade de ouro de rever seus conceitos graças à Hellion Records. Depois de “Allied Forces” (1981), é a vez de “Never Surrender” (1983) chegar às lojas de todo o país. O álbum, até então inédito em CD no Brasil, é um dos mais celebrados dos canadenses e cujo sucesso tende a ser lembrado como responsável por escalar o trio no Us Festival daquele ano, ao lado de emergentes (Quiet Riot, Mötley Crüe) e veteranos (Judas Priest, Van Halen) na chamada celebração definitiva do heavy metal dos anos 1980.
Levando-se em conta que a discografia do Triumph tem seus altos e baixos, “Never Surrender” se posiciona pouco acima da linha de corte. Há quem o considere uma obra-prima, há quem o enxergue mais como um esforço sob medida onde todos os riscos foram calculados e os clichês que se provaram vitoriosos nos álbuns anteriores foram minuciosamente compilados — meu caso — e há o atacante Victor Simões, que tatuou a capa do álbum nas costas — obviamente, nem ele nem o tatuador conheciam a banda quando do episódio que virou notícia em 2009.
No repertório, destacam-se “All the Way”, “A World of Fantasy” e a faixa-título, que a despeito de terem se tornado singles de sucesso nas paradas dos Estados Unidos e do Canadá, soam como continuações lógicas, quiçá intencionais, de músicas como “Lay It on the Line” e “Fight the Good Fight”, talvez as canções mais populares da história do Triumph. Com o álbum estagnando na 29ª posição — dezesseis números abaixo da mais alta atingida por “Allied Forces” —, soou o alarme no grupo, que acabaria perdendo o mojo nos álbuns posteriores à medida que se esforçava para se adaptar às novas tendências.
Marcelo Vieira





