Uriah Heep – “Chaos & Colour” (2023)

Chaos & Colour - Uriah Heep
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Uriah Heep – “Chaos & Colour” (2023)

Silver Lining Music | Heavy Metal Rock | Rock Brigade Records
#HardRock #ClassicRock

Para fãs de: Led Zeppelin, Deep Purple, Free, Black Sabbath, Rainbow

Nota: 9,0

Qualquer conversa sobre Uriah Heep é mais do que chover no molhado. Mais do que consolidada entre os gigantes do Hard Rock (pré-heavy metal), figurando entre nomes do gabarito de Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath, os Uriah Heep fazem parte do que há de melhor na história do rock’n roll.

Sob este prisma peculiar, é muito importante compreendermos que o Uriah Heep é mais que apenas uma banda, é uma instituição do Rock, com clássicos, mudanças de formação, altos e baixos como pede toda e qualquer trajetória de grupos de sucesso na música pesada.

Lançado em 27 de janeiro de 2023, “Chaos & Colour” (25º álbum de estúdio dessa banda antológica) surge após um turbilhão de nada menos que dois anos de pandemia e reclusão social, trazendo um respiro otimista pós-pandêmico presente em cada nota da guitarra de Mick Box. Cada canção que segue após a excelente “Save Me Tonight” seguem a mesma vibração, explodindo cores e caos ao longo de todo registro destes senhores do rock’n roll.

“Chaos & Colour” possui uma abordagem moderna, sem perder a identidade clássica e marcante que a trupe composta por Mick Box (guitarras e vocais), Bernie Shaw (vocais), Phil Lanzon (teclados e vocais), Dave Rimmer (baixo e vocais) e Russel Gilbrook (bateria) mantém com maestria.

Destaco algumas canções como a faixa de abertura “Save Me Tonight”, rápida, sincada e estabelece o alto padrão desse petardo do Uriah Heep, seguida pela cadenciada “Silver Sunlight” com seu refrão forte acompanhando pelos vocais de fundo sempre característicos dos Uriah Heep. “Hail the Sunrise” mantém a cadência iniciada na canção anterior porém subindo para um refrão forte e poderoso, como que anunciando o nascer do astro Sol com todo seu poder e glória “louvando o solstício”.

Após duas músicas em “velocidade de cruzeiro”, voltamos a acelerar com “Age of Changes” com uma letra que parece abordar os anos de reclusão durante a pandemia, com teclados extremamente marcantes é uma canção daquelas que ficam no coração do ouvinte. “Hurricane” entra trazendo a ira dos ventos orquestrados pelos riffs de Mick Box chegando ao ápice nos solos dos teclados de Lanzon.

Já “One Nation, One Sun” quebra a sequência de músicas pesadas com uma grandiosa balada, onde Bernie Shaw desfila toda sua potência e extensão vocal, interpretando emocionantemente cada palavra deste belíssimo registro, literalmente emocionante do começo ao fim, é uma canção sobre esperança e harmonia promovendo o sonho de paz, liberdade e igualdade entre os seres humanos como uma só nação.

Acima de tudo é impressionante como os Uriah Heep ainda são relevantes, pois além de ter influenciado diversas bandas de sucesso, ainda fazem o que há de melhor na cena. Riffs e solos fantásticos, teclados harmoniosos, vocais poderosos e uma cozinha exemplar, mantendo sempre alta a extrema qualidade dos músicos que estão e que passaram pela banda.

Edson Reis

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