
Uriah Heep – “Living The Dream” (2018)
Frontiers Music | Hellion Records Brazil
#HardRock, #ProgRock
Para fãs de: Deep Purple, Rainbow, Styx, Whitesnake
Nota: 9,0
Sempre achei que fala-se pouco do Uriah Heep no Brasil. Fundada na virada da década de sessenta para setenta, a banda inglesa se viu levemente ofuscada por gigantes como Black Sabbath, Led Zeppelin, e, principalmente, Deep Purple, com quem sempre fora comparada.
Todavia, aqueles que tiveram a oportunidade de conferir discos antológicos como “Salisbury” (1971), “Look at Yourself” (1981), e “Demons and Wizards” (1972), para ficam em apenas três, sabem da capacidade do Uriah Heep, e muitos destes acompanharam a banda em suas diversas fases, que juntas somam quase cinco décadas de bons serviços ao Hard/Prog Rock, ao longo de mais de três dezenas de álbuns entre full lenghts, ao vivo e singles.
Fiz todo esse preambulo para não haver dúvidas de que “Living The Dream” é o novo disco (o último havia sido “Outsider”, de 2014) de uma das mais importantes bandas do Rock! E para os que se perguntam a condição da banda na atualidade, o recado já é dado no título.
Claro que ao longo do tempo houve inúmeras mudanças de integrantes, todavia o guitarrista Mick Box sempre esteve no comando do Uriah Heep, mantendo a vibração e a relevância da banda.
E a classe continua intacta neste “Living The Dream”, o 25º disco de estúdio da carreira, oscilando entre o Melodic Rock e o Hard Rock, com forte espírito progressivo, guiado pelas guitarras de Mick e os teclados de Phil Lanzon, à começar da inflamada e classuda faixa de abertura, “Grazed By Heaven”.
As novas composições vão muito além de respeitar o legado do Uriah Heep, constituindo um repertório dinâmico e variado, com uma produção moderna, à cargo de Jay Ruston, que arejou a identidade da banda, gerando momentos realmente excepcionais como “Living The Dream”, o hardão “Goodbye To Innocence”, a mezzo folk “Waters Flowin'”, e a progressiva “It’s All Been Said” , com destaque também às linhas vocais de Bernie Shaw, que consegue ser incisiva e emocional ao mesmo tempo, além de oferecer refrões eficientes.
Um ótimo disco de uma banda clássica!
Marcelo Lopes Vieira





