Van Halen – “Balance” (1995)
Warner Music Brasil
#ClassicRock, #HardRock
Nota: 8,0
A saideira de Sammy Hagar no Van Halen chegou às lojas em 24 de janeiro de 1995. Com produção de Bruce Fairbairn, “Balance” foi gravado no tempo recorde de quatro meses — menos que isso, só o primeiro da banda, que levou um mês. Em comparação a tudo que veio antes, “Balance” soa como um mergulho em águas profundas ao abordar questões mais sérias tanto individuais (como o divórcio na ácida “Aftershock”) quanto globais (“The Seventh Seal” é um atestado à la U2 sobre os problemas do mundo).
A cota de rocks ganchudos é preenchida por “Amsterdam” (homenagem enfumaçada dos irmãos Van Halen à capital de seu país de origem) e “Big Fat Money”, um Chuck Berry de alta octanagem. Sofisticação e approach incomuns aparecem em “Not Enough”, que tem o piano como instrumento líder; e “Feelin’”, onde a banda sai completamente do quadrado ao explorar texturas típicas do progressivo. Tendo Hagar se recusado a gravar os vocais, “Baluchiterium” foi convertida em uma instrumental do tipo arrasa-quarteirão, que nos permite ler nas entrelinhas: “Pau no seu cu, Sammy — eu sou Eddie Van Halen, porra!”.
Por último, mas definitivamente não menos importante, “Balance” traz “Don’t Tell Me (What Love Can Do)” e “Can’t Stop Lovin’ You”, dobradinha de singles de características tão opostas que de certa maneira se complementam no que poderia ser descrito como o yin-yang do álbum. A versão nipônica conta ainda com “Crossing Over”, escrita em 1983 após o suicídio de um amigo próximo de Eddie. Ao sobrepor sua voz à guia original gravada pelo guitarrista, Hagar faz mágica.
“Balance” estreou no topo das paradas, coisa que não acontecia ao Van Halen desde 1986, com “5150”. De acordo com a RIAA, as vendas superam a marca de três milhões de cópias, e foram cinco singles no Top 40 estadunidense. O problema é que, em contrapartida, o relacionamento entre Sammy Hagar e Eddie Van Halen já havia azedado consideravelmente, e cerca de um ano depois, o Van Halen sairia em busca de um substituto.
Marcelo Vieira





