
Wild Side – “The Wasted Years” (2004)
RLS Records
#HardRock, #GlamMetal, #HairMetal
Para fãs de: Guns N’ Roses, Tuff, Pretty Boy Floyd
Nota: 8,0
Quem vê Drew Hannah cheio de pose na foto da contracapa de “The Wasted Years” acha difícil acreditar que aquele Sebastian Bach dois palmos mais baixo tenha engordado, ficado careca e, na falta de coisa melhor para fazer, tenha se envolvido com a indústria pornô. A verdade é que por mais legal que “Under the Influence”, estreia do WildSide, seja, o ano era 1992, e ninguém deu a mínima. Três anos mais tarde, o segundo e derradeiro álbum viu o grupo — que chegou a contar com o talentoso Brent Woods nas seis cordas — ser reduzido a uma empreitada solo desesperada de Hannah. A nova abordagem sonora falhou em conquistar o que restava dos fãs do grunge — a moda em 1995 era o britpop de Blur e Oasis —, e decepcionou o séquito de meia dúzia que esperava continuidade. Ou, no mínimo, que não houvesse uma completa descaracterização.
Só que os poucos anos que o WildSide permaneceu na ativa renderam muito mais do que aparece em seus dois álbuns. Lançado em 2004 pela RLS Records — selo administrado por Stevie Rachelle, do TUFF —, “The Wasted Years” meio que compila o que havia de mais interessante nas sobras. E não é que havia muita coisa bacana? Começando por “Crash Diet”, composição de West Arkeen (o “sexto Gunner”) que nunca vingou com o Guns N’ Roses, indo até versões demo de “Just Another Night”, “Hair Of The Dog” e “Kiss This Love Goodbye”, trinca campeã de “Under the Influence”. Fora “Easy As 1, 2, 3”, que é provavelmente a música mais legal já registrada pelos caras que, sabe-se lá porquê, permaneceu longe dos ouvidos do público por mais de uma década.
Quanto às podreiras “Hemi-Cuda” e “Makin’ You Bleed” (versão alternativa de “Bleed”, um lixão do segundo álbum), pule sem medo. Felizmente, essas duas gotas de óleo não comprometem o tanque d’água como um todo.
Marcelo Vieira





