Wishing Well – “Rat Race” (2018)

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Wishing Well
 – “Rat Race” (2018)

Inverse Records
#HardRock, #ClassicRock, #HeavyRock

Para fãs de: Deep PurpleRainbowGraham Bonnet Band

Nota: 8,5

A banda Wishing Well resgata aquela sonoridade clássica que consagrou nomes como Deep Purple, Rainbow, entre outras, mas imprime sua personalidade ao agregar guitarras voltadas ao Hard Rock. Seu primeiro trabalho, lançado em 2016, “Chasing Rainbows”, teve boa receptividade, o que fez com que a expectativa acerca do novo lançamento aumentasse. E isso veio a se confirmar com o lançamento de “Rat Race”. Contando com os vocais de Rafael Castillo (com um timbre sensacional, totalmente voltado para aqueles vocalistas clássicos, a lá Graham Bonnet), o grupo apresenta dez faixas guiadas pelas guitarras e pelo Hammond, que dá um toque especial às composições.

O álbum abre com a acelerada “Wheaing and Dealing”, com destaque para a melodia bem construída pelo grupo, e com um refrão que mostra toda a capacidade técnica do vocalista Rafael, além de deixar o guitarrista Ansi Korkiakoski bem a vontade para soltar sua influência do mestre Ritchie Blackmore. “Children of Paradise” traz aquela veia “Deep Purple” mais aflorada, com uma grande performance dos teclados. “Pilgrim Caravan” tem certa influência oriental em sua melodia, o que deixa bem nítida a versatilidade do grupo, bem como sua característica de não se prender a nenhuma linha determinada na hora de compôr. Podemos destacar ainda “Rat Race”, mais próxima do hard rock, “Falling Out Love”, a pesada “Grain of Sand” e “The Day of Doom”.

“Rat Race” mostra que o Whising Well soube adaptar suas influências e incorporar sua personalidade e identidade ao seu estilo. Resgatando a veia clássica e inserido uma sonoridade próxima do Hard e bastante atual, o grupo tem boas chances de firmar seu nome no disputado cenário internacional. Qualidade tem para isso. Basta apenas que os “bangers” saibam que exste vida inteligente fora “dos mesmos de sempre”. Algo que, para quem acompanha a música, e em especial o rock, está cansado de saber.

Sergiomar Menezes

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