Yngwie Malmsteen – “Blue Lightning” (2019)

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Yngwie Malmsteen – “Blue Lightning” (2019)
Mascot Label Group | Hellion Records Brazil
#HeavyMetal#ClassicRock

Para fãs de: Deep PurpleRainbowAlcatrazz

Nota: 7,0

Yngwie Malmsteen está de volta! E este fato por si só trás uma mistura de sentimentos por parte de fãs e detratores do maestro sueco. Idolatrado no inicio da carreira por criar um estilo de tocar guitarra, praticamente revolucionando(mais uma vez) o instrumento, a realidade aceite-se ela ou não, é que a carreira do sueco foi perdendo relevância no passar dos anos.

Posso estar sendo um pouco radical, mas o ultimo álbum de Malmsteen que fez algum alvoroço entre o publico maior, descontando seus fãs mais ardorosos, foi o lançamento de 1996 “Inspiration”, um álbum totalmente de covers, que chamou a atenção por contar com a participação de três vocalistas mais notáveis do hard/heavy que passaram por sua banda: Jeff Scott Sotto, Joe Lynn Turner e Marc Boals, entre outros músicos renomados.

Passados mais de 20 anos e uma dezena de álbuns, eis que de certa forma, Yngwie teve a ideia de fazer um álbum em um formato semelhante, porém dessa vez sem convidados especiais e acrescentando quatro composições próprias. A novidade mesmo do lançamento é que o guitarrista aproximou a sua técnica clássica ao blues, e traz essa influência para este lançamento.

Em recente entrevista, o sueco disse que o disco mostraria que “ele seguiria sendo ele mesmo, em um tributo respeitoso aos artistas que ele regravaria”. E no final das contas este lançamento é isso mesmo. Em músicas como “Blue Jean Blues” (ZZ TOP), “Demons Eye” (Deep Purple), e os clássicos “Purple Haze” e “Paint it Black” (Rolling Stones), você é atropelado pelos arpegios e solos em alta velocidade característicos do guitarrista. Um deleite para os fãs do maestro Malmsteen.

Malmsteen faz o vocal em todas as faixas. e entre a boa abertura com a nova música que dá título ao álbum “Blue Lightning” e uma bonita interpretação de “While My Guitar Gently Weeps”, e uma ótima versão de “Forever Man” de Eric Clapton, temos uma dispensável nova instrumental “1911 Strut” e algumas releituras que sinceramente já foram tão “relidas”, que dão um cansaço e uma preguiça de ouvir. Fala sério! O mundo precisa mesmo de mais um cover de “Smoke on the Water” ou de “Foxy Lady”? Enfim, um álbum para fanáticos pelo sueco que querem completar a sua coleção.

José Henrique

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