
Unholy Baptism – “Volume I: The Bonds of Servitude” (2018)
Independente
#BlackMetal
Para fãs de Mayhem, Darkthrone, Tsjuder, Marduk
Nota: 9,0
Das profundezas mais inóspitas e abissais da escuridão ressurge o Unholy Baptism com “Volume I: The Bonds of Servitude”, seu mais novo opus de profanação.
Preservando a estrutura clássica do Black Metal – regado a muita melodia tétrica, riffs cortantes e vocais vomitados, do tipo gravado em caverna -, a dupla americana perdura em sua saga ocultista/filosófica demonstrando inegável talento no assunto.
A escola escandinava é talvez a maior fonte de inspiração do Unholy Baptism, haja vista a métrica peculiar obedecida com todo rigor, todavia, isso não faz da banda uma reles cópia insípida, mas sim um discípulo fiel dos reais preceitos que regem o Metal Negro.
“Volume I – The Bonds of Servitude” constitui a primeira parte de uma trilogia conceitual, emergindo num álbum brutal, dotado de um peso que emoldura a agressividade e rispidez de cada composição, favorecendo o surgimento de um clima angustiante (intensificado pelas sutis intervenções de teclados).
O disco todo é bastante homogêneo, mas identifico “Shattered” e “Whispers of Power Eternal” como potenciais destaques. Se você curte a vertente, não pode deixar de conferir.
Ricardo L. Costa





