
Ossuarium – “Living Tomb” (2019)
20 Buck Spin
#DeathMetal, #DeathDoomMetal
Para fãs de: Ataraxy, Runemagick, Asphyx, Vanhelgd
Nota: 10
Chegando agora a seu crucial primeiro álbum, temos os americanos do Ossuarium, após uma demo e um split que evidenciavam o potencial do quarteto e toda sua bagagem de influências. “Living Tomb” soa como uma arquivo sonoro ou melhor, uma homenagem póstuma a todas as bandas “lado b”, tanto de Death Metal, quanto de Death Doom, ouvimos a reminiscência “naftalinesca” de medalhões como Cianide, Delirium, Sorrow e Decomposed, em oposição ao clássico, temos atmosferas que puxam para o lado mais denso do Forgotten Tomb em sua fase inicial, cru e macabro. A banda segue a cartilha do desapego, nada de virtuoses ou velocidade exacerbada, embora ela exista e apareça nos momentos certos, dando assim, dinâmica ao álbum e não o tornando burocraticamente enfadonho.
Pós introdução (estranha como quase todas), temos a trinca: “Blaze Of Bodies”, Vomiting Black Death” e “Corrosive Hallucinations”, faixas dignas de estarem em qualquer bom álbum de Death Metal dos anos 90. “Writhing In Emptiness”, é uma faixa bruta, mais direta, ganhando cadência na hora do solo, excelente por sinal, a seguir temos “End Of Life Dreams And Visions”, dividida em duas, a primeira é veloz e compacta, remetendo aos bons tempos do Morbid Angel, enquanto a segunda, traz o Doom Metal de volta a cena com climas opressivos e densos, fechando o álbum com estilo e pedindo por uma nova audição, sim o disco é bom e vale muito a pena ser ouvido diversas vezes. Death Metal nunca é demais, Death Doom então, paga e muito bem, por qualquer excesso! Entre as duas faixas citadas, lembrando que uma encerra o petardo, temos a “Bolt Throwerniana”, “Malicious Equivalence”, música que (perdão pelo termo), chuta bundas!!!
“Living Tomb” é uma excelente pedida aos amantes de “Old School Death Metal”, bem composto, arranjado, executado e gravado, espero que o próximo seja tão bom quanto!
Fábio Miloch





