
Malevolent Creation – “The 13th Beast” (2019)
Century Media Records
#DeathMetal, #BrutalDeathMetal
Para fãs de: Deicide, Cannibal Corpse, Monstrosity, Suffocation, Incantation
Nota: 9,5
O Death Metal americano e suas bandas maravilhosas. Desde os primórdios da cena em Tampa (FL) até as ramificações em Bufalo (NY), o que se viu foi a estruturação de um movimento forte e impactante, que mudaria os rumos da música pesada para todo o sempre.
Se eu pedir para você, nobre leitor, enumerar uma lista das cinco principais formações deste cenário, posso apostar que é certeza, ou ao menos quase, que o Malevolent Creation estará presente nela.
Baluarte máximo de toda uma geração, o quarteto da Florida vem marcando território desde 87, ou seja, há mais de 30 anos neste segmento. Sendo assim, não é exagero afirmar que já passaram do status de referência há muito tempo. Quase uma divindade em termos de Death Metal.
“The 13th Beast” surge quatro anos após “Dead Men’s Path” de 2015, último registro do saudoso Brett Hoffmann (vocal) na banda. Justamente por isso, o disco em questão tem caráter de renascimento após tão traumático evento. Talvez por isso ele soe tão furioso e contundente, aliás, como toda sua discografia.
Não posso (e não devo) apregoar por aí que este seja o melhor álbum da banda, mas está entre os bons trabalhos do grupo por manter a essência, por preservar a harmonia destrutiva do Death Metal em sua plenitude. Amigão, é uma porradaria de deixar sujeito estirado no chão a espera do SAMU.
“The 13th Beast” coroa a estréia de Lee Wollenschlaeger (nem me atrevo a soletrar isso) nos vocais e guitarra (Imperial Empire e Throne of Nails). Conhece? Nem eu, mas o sujeito executou sua tarefa a contento, rasgando a garganta impiedosamente no decorrer do álbum. Peso e extremidade não faltam, pode apostar.
O Malevolent Creation leva o estigma de um dos fundadores do gênero, e não dá pra discordar, haja vista toda a movimentação e reverência acerca de seu nome, e o novo trabalho é capaz de sustentar esse legado. Técnico, sujo, brutal e rude: características primordiais que perfazem a identidade musical da banda.
Tudo muito bonito, mas tem destaques? Obvio que tem! Ouça atentamente o álbum todo, mas atenção redobrada para “Canvas of Flesh”, “The Beast Awakened” (divina) e “Knife at Hand” (uma pedrada digna da reputação do conjunto). Qualidade garantida ou seu dinheiro de volta. Não, esse risco não vai ter, pois esse disco é viciante. Compre imediatamente!
Ricardo L. Costa





