Swallow the Sun – “When a Shadow Is Forced Into The Light” (2019)

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Swallow the Sun – “When a Shadow Is Forced Into The Light” (2019)
Century Media Records
#MelodicDoomDeathMetal#DeathDoomMetal

Para fãs de: Daylight DiesSaturnusTrees of EternityGhost Brigade

Nota: 10

Com seis discos excelentes no currículo, incluindo o monumental, “Songs From The North, I, II & III” de 2015, o Swallow The Sun chega agora ao seu sétimo álbum de inéditas, “When A Shadow Is Forced Into The Light”, disco que tem pela frente a árdua tarefa de superar o anterior ou ao menos se equiparar aos demais clássicos da banda, e o faz. Longe da megalomania e ousadia do trabalho passado, Juha Raivio e cia apostam no resgate à sua sonoridade primária, mais melódica, com ênfase nas atmosferas introspectivas e oníricas, entregando assim, uma obra verdadeira, consistente, emocional e digna de figurar em sua icônica discografia.

Partindo da perspectiva de Juha Raivio (mentor e responsável por todas ou quase todas as músicas e letras da banda), “When A Shadow Is Forced Into The Light”, funciona como mais um capítulo acrescido às suas homenagens póstumas a Aleah Starbrigde (vocalista e parceira do mesmo no Trees Of Eternity , que infelizmente pereceu em 2016 dedivo a um câncer), tanto que seu título foi extraído da canção “Broken Mirror” presente no “Hour Of The Nightingale”, primeiro e único disco do projeto lançado em 2016.

Deixando a história um pouco de lado, e indo direto a música, o álbum flui de forma natural, sendo a síntese de tudo que o Swallow The Sun tem de melhor, arranjos delicados e progressivos sempre num crescendo. Indo da sutileza ao peso predominante. Os vocais Mikko Kotamäki estão em plena forma e conseguem dar a devida interpretação a cada uma das letras do disco, literalmente vivendo a pluralidade de emoções nele contidas e as transmitindo de forma fiel, real e intensa.

Lembro-me de ter lido em algum lugar que o pranto é o transbordar das emoções, quando as mesmas já não nos cabem no peito, “When A Shadow Is Forced Into The Light” é justamente isso, um transbordar de emoções em forma de música, o luto, a perda, a dor e a saudade transformados em música, a mais esplêndida das artes.

Destaques? Da faixa título, a primeira, até os últimos segundos de “Never Left”, a última!

Fábio Miloch

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