Hideous Divinity – “Unextinct” (2024)

Unextinct
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Hideous Divinity – “Unextinct” (2024)

Century Media Records
#DeathMetal #BrutalDeathMetal #TechnicalDeathMetal

Para fãs de: Nile, Hate Eternal, Fleshgod Apocalypse

Texto por Lucas David

Nota: 9,0

O Hideous Divinity é uma banda italiana de Technical/Brutal Death Metal que já está na estrada há 15 anos. Formada por membros do Aborted, o som da banda é um deleite para os fãs de estilo, sempre com álbuns inovadores entre si, mas sem deixar de lado o metal da morte que apreciamos. Dito isso podemos, ir para o que mais interessa: o lançamento de seu novo álbum, “Unextinct”, que acaba sendo um de seus melhores registros até hoje.

Começando com uma rápida faixa instrumental, “Dust Settles on Humanity”, a destruição chega com tudo em “The Numinous One”, uma música que sufoca o ouvinte em seus sete minutos de duração, com um som grandioso e que expõe diversas camadas, mas sem soar cansativa. Os guturais monstruosos de Enrico Di Lorenzo, junto da bateria cheia de blast beats e viradas, e os riffs de guitarra nos moldes do Suffocation fazem desta faixa um grande destaque.

Na sequência, “Against The Sovereignty of Mankind” apresenta mais uma explosão aos ouvidos, com os vocais ganhando destaque devido suas variações e brutalidade, algo que parece ser feito por vários vocalistas, mas é apenas Enrico trazendo o melhor do Death Metal para nós.

“Atto Quarto: The Horror Paradox” é sem dúvida a melhor faixa do álbum, levando você para viajar em um cenário de terror e brutalidade. A faixa tem uma atmosfera ameaçadora, como se as portas que aprisionam algo inimaginável fossem abertas, tudo sendo mantido com uma bateria incansável, vocais poderosos, um baixo que salta aos ouvidos e um solo de guitarra de Enrico Schettino que deixa qualquer um desorientado. Isso é tudo que uma boa música de Death Metal precisa.

Falando em terror, a banda abandonou um pouco o tema de fim do mundo e apostou em algo mais cinematográfico, com o Blackened Death Metal estando mais presente, seja no som, seja na temática, vide a capa do disco que apresenta o Nosferatu em um mar revolto, exemplificando o que o disco apresenta, e brincando com o medo. Isso pode ser sentido na faixa que encerra o disco, “Leben ohne Feur”, que tem um tom mais épico, levando o ouvinte para mais uma viagem às profundezas escuras com os vocais novamente conduzindo o caminho.

“Unextinct” não chega para mudar os rumos do metal, mas tem força o suficiente para ficar entre seus companheiros de gênero. Ele é um disco que vale a pena a audição, principalmente os que não conhecem a banda, então recomendamos que escutem e apreciem cada segundo dessa viagem, algo que o Hideous Divinity preparou com muita paixão.

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