Life Of Agony
– “A Place Where There’s No More Pain” (2017)
Napalm Records
Nota: 8,5
Desvencilhando-se progressivamente de suas origens Hardcore a cada álbum lançado, o Life of Agony segue a vida mantendo sua carreira regularmente (ou parcialmente, pois há longos doze anos a banda não lançava material inédito) com seu jeito bastante peculiar de fazer Metal.
Na verdade, desde o princípio, a banda mantinha em Keith Caputo (vocal) o seu grande diferencial, e se em “River Runs Red”, seu álbum de estréia de 1993, a veia Hardcore já era ofuscada pela interpretação dramática de Caputo, que infligia forte carga emocional em sua performance, em “A Place Where There’s No More Pain”, mais recente trabalho do quarteto novaiorquino, temos uma banda consideravelmente diferente do que estamos acostumados a ouvir.
Obviamente, não somos apresentados a nova sensação do Indie-Pop mundial, mas o Rock/
Em seu primeiro registro como moça, Mina se mostra muito íntima do microfone, naturalmente com distinções em relação ao passado como Keith, e talvez por isso essa leve mudança no direcionamento tenha sido mais que natural. O peso é ainda presente, embora enverede pelo “groove new metalístico” vez ou outra (“Right This Wrong” e “Dead Speak Kindly” que o digam).
“A Place Where There’s No More Pain” é um álbum com boa variedade de temas, como em “World Gone Mad” (não, não é a do Suicidal Tendencies), onde o Hard/Rock ‘n’ Roll prevalece e funciona direitinho, e “Song For The Abused”, onde a melancolia de “Ugly” volta à tona.
O Life of Agony é um sobrevivente e este disco talvez seja um fôlego novo, como um recomeço, em sua longa e marcante trajetória.
Ricardo L. Costa





