Endseeker – “Mount Carcass” (2021)

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Endseeker“Mount Carcass” (2021)
Metal Blade Records
#DeathMetal

Para fãs de: Entombed, Dismember, Bolt Thrower

Nota: 8,5

Tendo se tornado um dos nomes mais conhecidos no Death Metal alemão, o Endseeker conseguiu elevar o nível dentro do gênero com o lançamento de “Mount Carcass”, um álbum eficiente e poderoso, superando o sucesso de “Flesh Hammer Prophecy” (2017) e “The Harvest” (2019), fazendo com que a banda ganhe cada vez mais sucesso, desde sua formação em 2014.

O ritmo do disco mantém a qualidade durante toda a audição, alternando entre partes mais cadenciadas e mais rápidas, com destaque para os solos que tem bastante melodia sem perder o peso do instrumental e a brutalidade dos vocais. O som característico do Death Metal sueco é apresentado logo de cara, trazendo influências de Entombed e Dismember (os mais aparentes) e a cadencia de bandas como Gorefest e Bolt Thrower.

A gravação, produção e mixagem ficou a cargo de Eike Freese no Chameleon Studio em Hamburgo, Alemanha. A banda já havia trabalhado com o produtor nos álbuns anteriores, e isso fez com que ele mantivesse a pegada característica da banda, para que o ouvinte tenha um álbum bem-produzido, limpo e pesado ao mesmo tempo.

A música “Moribund” inicia uma avalanche de bateria, que leva a uma pegada mais Thrash, sendo uma canção rápida, com um refrão que fica na cabeça e que em sua segunda parte vai para uma levada mais cadenciada. Ótima para um headbanging.

A faixa título é outra pedrada, com as guitarras despejando riffs e a bateria num ritmo insano. O refrão novamente gruda na cabeça, e no final a repetição da palavra “mount carcass” faz o ouvinte querer gritar junto, a plenos pulmões. Ela fala superficialmente sobre a mercantização da subida ao Monte Everest e o negócio que isso se tornou, levando a congestionamentos de alpinistas e a consequências mortais disso.

“Count The Dead”, que saiu como single, é cadenciada e conta com um riff melódico que aparece junto ao refrão, se repetindo até o final e deixando a música com um ar pesado e sombrio. O álbum conta também com uma faixa instrumental, que é um cover da faixa-título do filme de ficção cientifica de John Carpenter, “Fuga de Nova York”.

Alinhado com uma capa brutal que traz referências a trabalhos do metal sueco e até o Napalm Death, as músicas, assim como a mensagem política que a banda sempre desejou passar (suas letras tem uma pegada política, como a própria banda já confirmou), fazem desse lançamento um dos grandes álbuns do ano. Recomendado.

Lucas David

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