
Infinite & Divine – “Silver Lining” (2021)
Frontiers Music
#MelodicMetal, #HardRock, #MelodicRock
Para fãs de: Evanescence, Within Temptation, Amaranthe, Vixen
Nota: 8,0
A onipresente Frontiers continua diversificando seus projetos. Agora é a vez de Infinite & Divine composto pelo músico, compositor e produtor Jan Åkesson (Stonelake, Shadow Rain, S.A.Y., Ravage) e a, praticamente estreante, vocalista Terese Persson – AKA Tezzy – (Between The Silence, Epysode). Em “Silver Lining” eles nos apresentam um interessante álbum de metal melódico, com elementos sinfônicos, vocais poderosos e melodias cativantes/comerciais.
“Estamos entusiasmados em compartilhar este álbum com todos vocês. Foi uma grande experiência criativa fazê-lo, compartilhar e aprender sobre os pontos fortes e influências uns dos outros, com tudo, do hard rock dos anos 80 ao metal moderno. Nossa colaboração pareceu natural e relaxada desde o início e as peças se encaixaram. Nós nos divertimos muito criando isso juntos e não vamos parar por aqui”, eles afirmam.
Åkesson se encarrega de tudo: composições, instrumentos e produção (menos a bateria que ele deixa para seu parceiro do StoneLake, Jens Westberg) e, sendo o “dono da bola”, ele foca totalmente na guitarra e esbanja de sintetizadores para dar mais densidade às canções entregando um trabalho instrumental intenso e por muitas vezes bastante interessante.
“I Feel Alive” (força e suavidade vocal com um dos melhores refrões do álbum), “We Are One” (épico, notavel e impactante), “Not Too Late” (densa e pesada), a infecciosa “Burn No More”, o viciante Heavy Metal/AOR de “Off The End Of The World”, a alta octanagem de “Keep Moving On”, “While You’re Looking For Love” Hard Rock com vocais inebriantes e a faixa título (lembrando a melodia e a intensidade de Janet Gardner) são os pontos altos do álbum.
Se em alguns momentos o álbum perde força (com músicas muito parecidas) e a produção (tudo ao mesmo tempo agora) por vezes é tão protagonista que ofusca o trabalho dos instrumentos, os inebriantes vocais cheios de alma de Persson combinados à guitarra pesada e enérgica de Åkesson seguram a onda.
“Silver Lining” é pesado, melódico, acessível, enérgico e apesar de suas pequenas desvantagens é um álbum agradável de se ouvir. Se você gosta de metal melódico com vocal feminino não ficará desapontado.
João Paulo Gomes





