Avulsed – “Phoenix Cryptobiosis” (2025)

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Avulsed – “Phoenix Cryptobiosis” (2025)

Xtreem Music
#DeathMetal #ExtremeMetal #BrutalDeathMetal

Para fãs de: Death, Benediction, Deicide

Texto por Thiago Silva

Nota: 9,5

É, meus amigos, quando ouvimos este álbum, a primeira coisa que passa pela cabeça é que esta banda provavelmente seria dos Estados Unidos, país que tem como excelência as maiores bandas de Death Metal, mais especificamente da região de Tampa, na Flórida. Mas é nessas surpresas que o ouvinte é pego de surpresa: ao redor do mundo existem bandas espetaculares no gênero, inclusive no Brasil. Aposto que, se fizessem uma enquete, poucas pessoas diriam Espanha, o país de origem desta banda sensacional, mais especificamente Madrid. Surgida em 1991, a banda conta com oito álbuns de estúdio e um álbum ao vivo, sem contar alguns splits, demos e EPs.

A banda foi formada por David Sanchez Gonzáles, mais conhecido como “Dave Rotten”. Ao longo dos anos, passou por uma reformulação e hoje conta com Victor e Alejandro Lobo, formando uma excelente dupla de guitarras. O baixo é conduzido por Alex Nihil, e a bateria foi assumida por GoG, parceiro de Rotten na banda Holycide — que, por sinal, também é muito boa.

A banda não declarou oficialmente um hiato, mas ficou 12 anos sem gravar um disco novo. Agora, com a nova formação, eles retornam com tudo, e, como o título sugere, o renascimento da fênix é esplêndido.

Chegou a hora de falarmos do que realmente interessa: adentrar em uma destruição sonora descomunal com o álbum Phoenix Cryptobiosis.

A produção do disco é impecável. Foram utilizados dois estúdios: a mixagem no Acórdia Studios, do próprio guitarrista Lobo, e a masterização no Mk2 Studio (Ivrea, Itália), realizada por Davide Billia, baterista de bandas como Beheaded e ex-Putridity. Com isso, a banda entregou um dos melhores álbuns de sua carreira, considerado por muitos o melhor. Vale ressaltar a arte da capa, feita pelo artista ucraniano Daemorph Art, que retrata um monstro gigante surgindo das profundezas do inferno, libertando-se das correntes — uma metáfora perfeita para o retorno triunfal da banda, mesmo após a reformulação dos integrantes.

Agora vamos explorar o maravilhoso e destruidor tracklist. Antes disso, é importante mencionar que a temática do álbum também reflete este retorno: Phoenix Cryptobiosis significa Fênix Cryptobiose, inspirado no conceito biológico de criptobiose, um estado de atividade metabólica suspensa durante condições ambientais extremas.

A primeira faixa, “Limbs Regeneration”, é uma introdução instrumental com um toque sinistro, criando suspense. O instrumental começa arrastado, acelera e depois retorna ao ritmo lento, conferindo um ar macabro ao ouvinte, que já percebe que a dupla de guitarras e a bateria visceral de GoG serão o carro-chefe do disco.

“Lacerate to Dominate” segue uma linha de death técnico, sem perder o peso. Em seguida, “Blood Monolith” vem em velocidade destruidora, fazendo nossos pescoços cansarem. Na faixa “Unrroted”, Dave Rotten mostra seu cartão de visitas com alternância nos vocais, e em “Guts of the Gore Gods” a técnica se alia à brutalidade, evidenciando a alternância instrumental e a qualidade dos músicos.

A brutalidade continua com a faixa-título, “Phoenix Cryptobiosis”, que leva o ouvinte à nostalgia do old school death metal. A partir daí, somos imersos em uma destruição sonora com “Devotion for Putrefaction”, “Neverborn Monstrosity”, “Dismembered’, “Bio-Cadaver” e, para finalizar “Wandering Putrid Soul”.

Essa sequência de cinco músicas, do meio para o final, é a minha favorita, pois remete os fãs de death metal, assim como eu, ao velho estilo do gênero. Com isso, Phoenix Cryptobiosis se consolida como um álbum espetacular.

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