SlaveOne – “The Seraphic Conspiracy” (2026)

SlaveOne
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SlaveOne – “The Seraphic Conspiracy” (2026)

Crypt Of Dr Gore

#TechnicalDeathMetal #BlackenedDeathMetal

Para fãs de: Behemoth, Death

Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz

Nota: 9,0

Em 20/02/2026, SlaveOne, banda francesa de Technical Death Metal, enfim, lançou o terceiro álbum completo de sua discografia, The Seraphic Conspiracy. Ou seja, o sucessor do excelente Omega Disciples chegou seis anos após o seu lançamento.

A espera foi longa, mas será que valeu à pena? É exatamente isso que vou responder nos próximos parágrafos, portanto, não deixe de conferir até o final. Assim como ocorrera em Omega Disciples, Nicolas S (guitarra), Sébastien (bateria, vocal), Benoît (guitarra), Jean Taraud (baixo) e Tarvos Brádach (vocal) compõe a formação do quinteto de Montargis.

“A Sigil Traced with Coal”, o excelente primeiro single do novo álbum, é também sua faixa de abertura. Musicalmente, a banda segue a demonstrar todos os mesmos predicados de antes, porém com um sedutor tempero de maturidade. Entretanto, as composições não deixaram de ser pesadas e violentas. Em seguida, “Daeva (Avestan Vortex)” é tão intensa e energética quanto sua antecessora. A mesma aquece ainda mais a temperatura da audição. “Sulphur” fecha a trinca inicial, destacando a esmagadora bateria de Sébastien que parece estar tocando, ao mesmo tempo, música extrema e Jazz/Fusion, de forma homogênea e equilibrada.

“The Seraphic Conspiracy”, faixa que intitula a obra, a qual é praticamente instrumental, chega ao propósito de dar a audição um toque mais macabro. Realmente, ela o faz com perfeição, utilizando vocais de fundo que mais parecem mantras gregorianos com um toque profano de sombriedade. “Ash-covered Guru” traz de volta os guturais de Brádach, sendo mais sombria que pesada, embora isso encaixe com perfeição no contexto do disco e das temáticas líricas do SlaveOne.

“The Adversarial Path” se divide em três trechos: em primeiro lugar, “Profane” alimenta uma atmosfera que flerta com Black Metal. O peso e a velocidade voltam a comandar as ações em “Penitent”. Os riffs de guitarra as vezes são acompanhados de dedilhados que parecem dar um certo toque de Melodic Death Metal, mas não a ponto de menção como um elemento importante dentro da composição da sonoridade. Por último, “Theistic” finaliza “The Adversarial Path”, apresentando a música mais bem eleborada do lançamento atual, a qual, aliás, é minha favorita.

Em idioma francês, “Après nous, le néant” encerra The Seraphic Conspiracy, respondendo a pergunta proposta a princípio. Não somente valeu esperar seis anos pelo novo disco do SlaveOne, como também, inegavelmente, o mesmo cumpriu a difícil missão de superar Omega Disciples.

SlaveOne, félicitations pour votre excellent nouvel album!

Ouça “The Seraphic Conspiracy”, clicando AQUI:

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