Premiata Forneria Marconi – “Emotional Tattoos” (2017)

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Premiata Forneria Marconi
 – “Emotional Tattoos” (2017) 

Inside Out Music | Hellion Records Brazil
#ProgressiveRock#ProgressivePop

Para fãs de: Le OrmeGenesisThe Flower Kings,Spock’s BeardTransatlantic

Nota: 8,5

Ah! O progressivo italiano…

Ouso dizer que se você nunca experimentou a essência exuberante da música progressiva italiana, alicerçada num experimentalismo contido e numa elegância barroca, então sua percepção do gênero está fatalmente incompleta. Quase como se você quisesse entender a música erudita sem se dignar a conhecer minimamente as óperas italianas.

E dentro desta cena, nenhuma banda é tão lendária quanto o Premiata Forneria Marconi, ou simplesmente PFM. Formada em 1970, colecionam clássicos do gênero como “Storia di un minuto” (1972), “Per un amico” (1972), e “Photos of Ghosts” (973), que definiram a sonoridade melódica, criativa, requintada e ousada que sempre foi sua marca registrada.

“Emotional Tattoos”, seu novo trabalho, chega com sabor especial, afinal, à partir da década de 1990 os novos lançamentos do PFM foram quase espasmódicos (só pra ter uma ideia, nos últimos vinte anos lançaram quase o mesmo número de álbuns registrados entre 72 e 77), ao contrário do que acontecia nas décadas anteriores, sendo que seus dois últimos trabalhos estavam mergulhados em experimentalismos.

E esta última obervação só acentua ainda mais o prazer de ouvir “Emotional Tattoos”, afinal Franz Di Cioccio (bateria e vocais) e Patrick Djivas (baixo), únicos membros remanescentes da era setentista, deixaram o experimentalismo um pouco de lado e nos deram um banquete de imprevisibilidade progressiva aliado a acessibilidade Pop, com mudanças de andamentos, e teclados caleidoscópicos, além de arranjos sinfônicos, guitarras grandiloquentes e baladas classudas.

Ok! Pode não ser o melhor álbum da banda, e de fato está longe disso, mas faixas como “Oniro”, “La Lezione”, “La danza degli specchi”, “Freedom Saquare” (progressivo instrumental como só os mestres fazem), e “Big Bang” (com teclados quase jazzísticos), me dão a certeza de que este era o álbum do PFM que eu esperava desde “Ulisse” (1997).

Só pra finalizar, fica o registro de que “Emotional Tattoos” vem numa edição dupla, com versões em italiano (que se encaixa melhor na música do PFM) e em inglês das composições.

Marcelo Lopes Vieira

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