Blues Pills – “Lady In Gold: Live In Paris” (2017)

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Blues Pills
 – “Lady In Gold: Live In Paris” (2017) 

Nuclear Blast
#ClassicRock#VintageRock

Para fãs de: Janis JoplinJefferson AirplaneGraveyardRival SolsKadavar

Nota: 9,0

Ao contrário do primeiro álbum de estúdio dos suecos do Blues Pills, seu primeiro álbum ao vivo que veio na sequência se mostrou precipitado, não conseguindo extrair toda a energia e exuberância das composições no registro de palco.

E criando quase uma tradição em sua pequena discografia, após “Lady In Gold”, segundo álbum onde lapidaram sua psicodelia fazendo-a parte das músicas e não somente como artifício climático vintage, temos mais um álbum ao vivo, intitulado “Lady In Gold – Live In Paris”.

Agora fica evidente uma banda ainda em maturação, porém mais azeitada, entrosada e confiante, principalmente na seção rítmica coesa (“confira a performance de “Bliss”). Além disso, estas quinze faixas ao vivo amplificam a diferença entre as composições mais explosivas do primeiro álbum e as mais cerebrais do segundo.

Também fica a sensação de que trazem tons diferentes do estúdio, até para dar mais conforto à voz de Elin Larsson que não soa tão voluptuosa ao vivo, mesmo que distribua competência e segurança em suas linhas, principalmente em “Black Smoke”, onde ela solta o gogó com vontade! De fato, em momentos mais cadenciados, como “Little Sun” e “I Felt a Chance” ela mostra tudo aquilo que é prometido no estúdio.

Mas os dois destaques deste segundo registro vão para o guitarrista Dorian Sorriaux, que consegue se sair ao vivo ainda melhor, com versatilidade e força de quem maneja os princípios do Blues Rock como poucos, e para o “mestre dos climas” Rickard Nygren e seu órgão Hammond, que pincelou detalhes precisos e imprescindíveis sem buscar protagonismo.

A produção está magnífica, e mantendo o alto nível dos discos “ao vivo” da atualidade com organicidade e alta vibração em faixas como “Little Boy Preacher”, “Bad Talkers”, “High Class Woman”, “Ain’t No Change” e “Devil Man”, onde o Rock vintage ferve como em sua era dourada.

Marcelo Lopes Vieira

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