
Burial Chamber – “Ripping the Dead” (2017)
Grindhead Records
#BrutalDeathMetal
Para fãs de: Six feet Under, Cannibal Corpse, Disgorge, Cattle Decapitation
Nota: 9,5
E se Chris Barnes resolvesse cruzar o planeta rumo à terra dos coalas e cangurus a fim de montar uma banda? Certamente Burial Chamber seria o nome dela.
A semelhança com o Six Feet Under (mas com o real, não com essa banda cover de si mesma que se tornou de uns tempos pra cá) é assombrosa, sobretudo em dois aspectos: o vocal grave e purulento de Clint Callaghan, e o andamento mais cadenciado, valorizando sobremaneira o peso e o “groove” não só em termos de guitarra, mas sim de todo instrumental.
Apesar da evidente semelhança, a banda jamais caminha para o status de genérica, pois possui uma identidade bastante sólida, que é refletida em composições brutais e empolgantes. E o peso emanado por este “Ripping the Dead” é algo que impressiona, me obrigando a compactuar com a descrição contida no Bandcamp do Burial Chamber: “como um serial killer com uma marreta”.
E não é só em talento sonoro que o grupo se sobressai. A produção é perfeita, cristalina sem ser demasiadamente polida, tornando o disco inteligível e rico em detalhes. E esse projeto gráfico da capa? Simplesmente uma das mais belas e angustiantes ilustrações dos últimos tempos, sem a necessidade de ser explícita ou excessivamente “gore”.
“Ripping the Dead” é um trabalho perfeito! Áspero, duro e violento, como um golpe direto da já mencionada marreta. Difícil enumerar destaques, pois já estou na quarta audição e não consegui encontrar um mísero detalhe que deponha contra a banda. Um repertório que é a própria síntese da violência sonora devastadora.
Ainda assim, me arrisco a dizer que a introdução com “Corpse Mutilation” e a visceral sequência com “Tearing Bodies” e “Smearing Limbs With Blood” constituem a tríade perfeita para estraçalhar crânios e medulas espinhais. Pra que toda essa violência? (risos)
Ricardo L. Costa





