Horisont
– “About Time” (2017)
Century Media Records
Nota: 8,0
Formada em Gotemburgo, Suécia, formada por Axel nas vozes, Charles na guitarra, David na guitarra, Magnus no baixo e Pontus na bateria, Horisont tem claras influências do Rock Psicodélico dos anos 70 e Hard Rock dos anos 80. Bandas como Deep Purple, Rush, Pink Floyd, Kiss, Whitesnake, entre outras logo vêm à mente logo aos primeiros acordes do álbum. E se você tiver acesso às imagens feitas para o álbum, terá quase certeza de que é um play lançado na década de 70, com os músicos exibindo os famosos bigodes psicodélicos, as calças “boca de sino”, os cabelos típicos da década, enfim, usaram e abusaram das referências (assista o vídeo que acompanha esta resenha) e além disso, esses suecos conseguiram pegar o pool de influências que têm e construíram um bom álbum.
Não é um álbum de fácil digestão, logo de cara, na primeira vez que ouvi tive sentimentos conflitantes quanto às músicas presentes no play. Mas ao decorrer da audição, comecei a me familiarizar em especial com o tom e timbre de voz do vocalista e lá pela 4º faixa “Night Line”, comecei a prestar atenção em outras particularidades das músicas, como por exemplo o baixo “pulsante” de Magnus, que pode ser encontrado em tantas músicas do Kiss, as guitarras “choradas” do Whitesnake, as guitarras “dobradas” do Deep Purple, a complexidade sonora que temos nos álbuns do Rush e a indiscutível tonalidade alta das vozes de Axel, lembrando Mr. Geddy Lee nos primeiros álbuns do Rush em alguns momentos, e Mr. Ian Gillan em outros.
O resultado final do álbum é interessantíssimo, caso tenha afinidade com Rock Progressivo/Hard Rock e sua fase de flerte com a disco music, e se torna mais fácil perceber detalhes sonoros a cada vez que ouvimos o disco e podemos perceber nuances de outras bandas que nos vem à mente a cada início de música. No final das contas esse será um álbum que vai permanecer um tempo no meu player e vai viajar comigo pelos meus trajetos diários. Confira, não vai se arrepender.
As músicas que mais me chamaram atenção foram “Eletrical” (se esta música não te conquistar, talvez você não seja tão fã assim de Rock Progressivo/ Hard Rock), “Point of Return”, “Boston Gold”, “Hungry Love” e “Dark Side” (quase o álbum todo, pô!). Para finalizar a resenha, a capa (deveria ter começado por ela, droga!) é quase a representação do álbum, com toques de psicodelia, toques futuristas e com traços do Frankestein que criaram, o monstro que vai te assolar e ao mesmo tempo te entreter.
Divirta-se!
Mauro B. Fonseca





