
Crystal Ball – “Crystallizer” (2018)
Massacre Records
#MelodicHardRock, #MelodicMetal
Para fãs de: Axel Rudi Pell, Gotthard, Pretty Maids
Nota: 8,0
Na ativa há mais de duas décadas, o Crystal Ball nunca aconteceu fora da Europa. Seu Melodic Rock de primeira linha, responsável por elencá-los a alguns dos principais festivais do Velho Mundo — além de proporcioná-los a chance de abrir para nomes de peso, como Scorpions e Deep Purple — pareceu nunca ter força o bastante para cruzar o Atlântico. Dois ou três de seus álbuns chegaram a sair no Brasil, provavelmente naquelas tiragens de 500 cópias que ou você corria para conseguir, ou teria de esperar anos até dar de cara com eles novamente — em sebos ou saldões, eu diria.
Em “Crystallizer”, seu décimo álbum, o Crystal Ball contou com um baita reforço na figura de Stefan Kaufmann. Além de assinar a produção, o ex-guitarrista do Accept também contribui com solos em três das treze faixas do repertório. Musicalmente, a fórmula segue inabalável: hard rock guitarra, repousado sobre uma cama de teclados e construído em torno de refrães que permitam ao retumbante Steven Mageney exibir sua capacidade vocal diferenciada.
O clima geral é de empolgação e as letras não têm ilusões de grandeza, ainda que resvalem em assuntos sérios, caso de “Death on Holy Ground”. Há espaço, obviamente, para se falar de amor e, como todos sabem, se quiser falar de amor… fale com um hard rocker, é óbvio! Marcinho que vá pro quinto dos infernos! Seguindo a máxima de que todos odeiam términos, mas adoram músicas sobre términos, a balada “Let Her Go With Love” conquista espaço entre as prediletas. A medalha de ouro, porém, fica com “Crazy In The Night”, que em seus três minutinhos de duração agrega o que há de melhor na escola europeia do hard e AOR mid-tempo.
Marcelo Vieira





