Myles Kennedy – “Year Of The Tiger” (2018)

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Myles Kennedy
 – “Year Of The Tiger” (2018)

Napalm Records
#ClassicRock#HardRock#Soul#CountryRock#AcousticRock

Para fãs de: Led ZeppelinThe BeatlesThe Rolling StonesAerosmithLynyrd SkynyrdDeep PurpleGlenn Hughes

Nota: 9,0

Esqueça tudo que você tenha ouvido com a voz de Myles Kennedy. Nada aqui se parece com Alter Bridge ou Slash, absolutamente nada! Feito isso, já pode apertar o play e se deliciar com um disco feito com classe, maestria, bom gosto e apaixonante. Alguns amigos e conhecidos meus podem falar que é fanatismo de minha parte por eu ser um fiel amante das bandas citadas acima, mas pelo contrário, aqui – como em todas minhas opiniões no Metal Na Lata – sou totalmente imparcial e deixo me levar pela qualidade do trabalho ouvido.

“Year Of The Tiger”, é primeiro álbum solo de Myles, que na verdade seria o segundo pois o primeiro propriamente dito nunca foi lançado até então, mas creio que depois desse atual isso mude, é repleto de influências do cantor que vão do Soul, Funk (o verdadeiro), Pop, Country, Rock sulista, Classic Rock num formato semi acústico. Não temos guitarras elétricas aqui, é tudo feito no violão, violão elétrico, muito slide (tudo por conta de Myles) e, logicamente como dito antes, classe!

Fica bem nítida a adoração de Myles por cantores como Stevie Wonder, Elton John, Robert Plant, pois notamos muito não só nos seu vocal como, também, em sonoridade ora leve e melancólica ora alegre e melódica. Essa alternância se dá basicamente por conta dos climas apresentados nas letras, onde Myles colocou todo seu sentimentos abordando temas bem pessoais.

A faixa título, com seu refrão grudento, ficará na sua cabeça por dias, isso é um fato! Os climas encontrados no álbum são o destaque, pois é impossível não identificarmos as viagens sonoras/acústicas de calibre oriental do Led Zeppelin por todo o álbum, “Blind Faith” é um bom exemplo disso, a ótima country rock “Devil On The Wall”, as cheias de sentimento “Nothing But A Name” e “Love Can Only Heal” e por ai vai.

Talvez, para alguns, o álbum pode se tornar muito linear, sem grandes atribulações ou ‘highlights’, mas é exatamente ai que diferencia o trabalho solo das demais bandas que Myles toca/canta. Ser algo totalmente intimista e bem pessoal. Para outros é o típico álbum que você coloca no carro quando vai viajar para o interior e se deixa levar pelas montanhas, sol, natureza e guia com sorriso de orelha a orelha trazendo aquele sentimento de felicidade que tanto gostamos.

Se procura bom gosto e classe requintada, é um prato cheio. Se procura Metal e maluquice, esqueça pois vai detestar.

Johnny Z.

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