
Althea – “The Art of Trees” (2019)
Independente
#ProgressiveMetal, #EpicMetal
Para fãs de Pain of Salvation , Dream Theater
Nota: 9,0
A elegante, caprichada, melancólica e moderna produção de “The Art Of Trees” eleva a qualidade das músicas a um nível altíssimo, colocando os italianos do Althea em rota de colisão com a ascendência ao disputado terreno das bandas notáveis dentro do Prog Metal. A sonoridade é uma mistura de atmosferas de baladas românticas junto com riffs pesados e melódicos, mas tudo isso é envolvido pelo destaque maior: os arranjos de vocal capitaneados por Alessio Accardo.
Em meio a devaneios harmônicos, “For Now” começa numa pegada rápida alternando com lento ao estilo Persefone e quando o vocal começa subitamente, o impacto é grande. É como se essa primeira música fosse apenas o final de uma música, cortada, um formato interessante. Já “Deformed To Frame” começa com um riff pesado a lá Jonh Petrucci. Um aspecto interessante é a bateria de Sergio Sampietro, abusando dos tambores mesmo quando o normal seria levar nos pratos.
Músicas como “Today” e “Evelyn” apontam para uma pegada radiofônica, com melodias que, se não são totalmente memoráveis, são gostosas de se ouvir e deixa o gostinho de “quero mais”. Uma das melhores do disco é “Not me”, com um riff de guitarra limpo que é um dos mais marcantes. Já “The Shade” tem até um solo de saxofone e a canção homônima vem com direito a ‘escalinha’ de piano e uma execução perfeita.
A nota 10 só não veio pela regra de ouro de você se lembrar de alguma música ao fim. O fato é que isso é muito difícil, mas a atmosfera é totalmente recordável e o embalo que a banda propõe realmente envolve o ouvinte, num transe coeso e profundo de muitos coros e diferentes timbres de pianos e guitarras.
Gustavo Maiato





