Metal na Lata

Amaranthe – “The Catalyst” (2024)

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Amaranthe – “The Catalyst” (2024)

Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#MelodicPowerMetal #ModernMetal

Para fãs de: Battle Beast, Delain, Beyond Black, Beast In Black

Texto por Johnny Z.

Nota: 7,0

O lançamento de “The Catalyst”, sétimo álbum da banda sueca Amaranthe, marca uma nova era na carreira do grupo. Conhecidos por sua capacidade de mesclar uma variedade de estilos musicais, os membros de Gotemburgo entregam um trabalho que transcende as expectativas, mas ao mesmo tempo consegue transparecer que não está “chutando para todos os lados”. Este álbum representa uma evolução sonora e lírica, mostrando a maturidade alcançada ao longo dos anos.

Amaranthe é liderada pelo trio vocal dinâmico composto por Elize Ryd, Nils Molin e Mikael Sehlin, cuja sinergia é evidente em cada faixa. Elize, com sua voz versátil, navega entre poderosas notas agudas e suaves melodias, enquanto Nils oferece um contraste robusto com sua ampla gama vocal. Mikael completa o trio com seus guturais intensos, adicionando profundidade e agressividade às composições.

“The Catalyst” abre com a faixa-título, que imediatamente estabelece o tom do álbum com uma combinação de death metal melódico e elementos sinfônicos. A produção é marcada pelo uso sofisticado de efeitos eletrônicos, criando uma atmosfera moderna e envolvente. Faixas como “Insatiable” destacam-se pelo seu ritmo dançante e envolvente, reforçado por teclados vibrantes e um refrão cativante.

Olof Morck, guitarrista e tecladista da banda, demonstra sua maestria na composição com músicas como “Damnation Flame” e “Find Life”. Seu trabalho é caracterizado por riffs pesados até que razoavelmente intricados e solos bem simples – porém adequados e que jogam para a música -, que são complementados pela base rítmica sólida de Johan Andreassen no baixo e Morten Løwe Sørensen na bateria.

Uma das grandes surpresas do álbum é a inclusão de uma versão de “Fading Like a Flower”, clássico pop – ou poderíamos dizer semi-balada pop – do Roxette, onde a banda conseguiu reinterpretar o clássico com uma energia renovada, mantendo a essência da canção original enquanto adiciona seu toque moderno e pesado. Esta faixa exemplifica a habilidade da banda de honrar influências passadas enquanto continua a inovar.

“The Catalyst” é um álbum que aborda temas de transformação e introspecção, com letras que exploram tanto o crescimento pessoal quanto a superação de adversidades. A abordagem mais teatral do álbum, com elementos orquestrais e sinfônicos, reflete a ambição da banda de expandir seus horizontes musicais, mas é um terreno complicado nos dias de hoje, pois muitas bandas caminham para os mesmos horizontes soando todas bem parecidas entre si.

É um bom álbum que não só reforça a identidade única de Amaranthe, mas também demonstra seu potencial para alcançar um público ainda maior. “The Catalyst” é uma prova do talento e da versatilidade da banda, prometendo agradar tanto alguns fãs mais velhos (leia-se os não xiitas) quanto aos novos. Com este lançamento, o Amaranthe mantém seu lugar no cenário musical contemporâneo, mostrando que estão prontos para conquistar o mundo (ou seria essa geração nova?) com sua música inovadora e cativante.

Se você tem a mente aberta e gosta de conhecer bandas mais modernas que não soam como nada do passado, vai adorar. Mas se você é daqueles fãs que não sabem absorver esse tipo de modernidade, passe longe, pois vai achar que é apenas mais uma banda de adolescentes com uma bonitona que gosta de mostrar as (belas) pernas no palco (até aí, nada contra hehehehe). Confesso que estou no meio termo, mas isso não significa que eu não tenha achado o trabalho interessante (risos).

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