
Ambassadors of the Sun – “Orbiting a Dead Star” (2020)
Independente
#ProgressiveMetal, #ProgressiveDeathMetal
Para fãs de: Opeth, Katatonia, Amorphis
Nota: 9,0
Eu diria que 2020 não foi de todo perdido em termos de bons lançamentos. Contudo, observei que foram poucas as bandas novas se arriscando a lançar seus discos de estreia em meio ao caos desse ano. E não é que, aos 48 do segundo tempo, me deparo com essa pérola vinda da Suécia?
Com poucos anos desde a formação, e ainda pouco conhecida do público, a banda Ambassadors of the Sun vem tendo uma ótima recepção da mídia especializada. E não é por acaso. A sonoridade trazida em “Orbiting a Dead Star” é forte, melodiosa, complexa, ousada, criativa e foge do lugar comum. Fica até difícil cravar um estilo, já que a banda parece transitar com categoria entre o Prog, o Death, o Death Melódico e o Doom Metal.
O resultado é um disco denso e difícil de entender na primeira ouvida. Mas, se você der a devida atenção ao som desses caras, certamente vai curtir muito. No geral, o álbum traz músicas longas, que alternam passagens introspectivas e de calmaria com outras de pura vibração e agressividade, com os vocais variando conforme a pegada do momento. Depois que você se acostuma com o jeitão do Ambassadors, o disco se torna envolvente e te prende por seus 52 minutos.
Dentre as faixas, destaco “Disciple”, que abre o disco com seus 9 minutos de muita variação e alternativas rítmicas. Minha predileta, contudo, é “Cinnabon”, outra faixa longa e variada, com um refrão muito marcante. Mas como já disse, é um disco pra se ouvir por inteiro e se deixar imergir. Olho no Ambassadors of the Sun!!!
Luiz Gustavo Santos





