Asphix – “Crush The Cenotaph” (EP) (1992) (Relançamento 2019)

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Asphix – “Crush The Cenotaph” (EP) (1992) (Relançamento 2019)
Napalm Records
#DeathMetal#DoomMetal

Para fãs de: PestilenceBolt Thrower, Gorefest

Nota: 8,0

O Asphix sempre foi considerado um dos grupos pioneiros no Death Metal holandês. Não á toa, muitos fãs do estilo, principalmente aqueles mais “die hard”, tem no grupo um dos maiores exemplos de como o estilo deve soar, mesmo que, em muitos momentos, as guitarras mais pesadas e arrastadas entrem em cena, criando uma personalidade única aos holandeses. Assim, a Napalm Records decidiu relançar “Crush the Cenotaph”, EP lançado originalmente em 1992, época em que o estilo ditava as regras do mercado. Formada em 1987 por Martin Van Drunnen, membro do Pestilence, a banda mostrou ao longo de sua carreira uma identidade ímpar. E esse trabalho, que completa 27 mostra que sua música era e continua inovadora.

A faixa título abre o EP trazendo todas as características do Death Metal europeu. Por mais semelhanças com o estilo americano, os holandeses trilhavam um caminho um pouco mais técnico, principalmente no que diz respeito ao trabalho de baixo/bateria protagonizado pelo próprio Martin que, além de baixista também é o vocalista da banda e do baterista Bob Bagchus. Já “Rites of Shades” tem uma linha mais próxima do Doom, característica sempre presente na música feita pelo quarteto. As três faixas restantes foram gravadas ao vivo. “The Krusher” é outro momento bem arrastado, denso, com os vocais de Martin esbanjando agressividade, muito semelhante aos de John Tardy (Obituary), enquanto “Evocation” é uma pedrada bem Death Metal, com alguns traços interessantes de Thrash, vez que a banda original do baixista/vocalista praticava o estilo. O encerramento vem com “Wasteland of Terror”, um verdadeiro caos, com as guitarras à frente. Uma pena que em alguns momentos, a produção acaba tirando um pouco do peso, vez que deixa um certo clima de desleixo.

O Asphix, apesar de ser um grupo de bastante talento, nunca saiu do underground. Considerado cult por muitos, o quarteto mostrava, em 1992, que merecia melhor sorte. Como ainda estão na ativa, quem sabe seja o momento de uma nova oportunidade aos pioneiros do Death Metal holandês?

Sergiomar Menezes

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