
Atrocity – “OKKULT II” (2018)
Massacre Records
#DeathMetal
Para fãs de: Benediction, Crematory, Pestilence
Nota: 8,0
E eis que, como prometido pelo grupo em meados do ano passado, “OKKULT II” é lançado agora e 2018. Antecedido pelo bom EP “Masters of Darkness” lançado no ano passado, “Okkult II” traz consigo quatro faixas que estavam presentes no citado trabalhado. Além delas, mais sete boas composições mostram que o talento de Alexander Krull segue rendendo bons frutos ao Death Metal. Se por um lado o Atrocity nunca foi considerada uma banda “grande”, do primeiro escalão do estilo, por outro, seus álbuns sempre mantiveram uma certa regularidade, sempre pendendo para trabalhos acima da média, o que faz do grupo um nome que não pode, e nem muito menos deve, ser menosprezado.
Com uma sonoridade bem característica, Krull e os demais membros (a saber: Thorsten Bauer – guitarra e baixo, Peter Streit – guitarra e Joris Nijjenhuis – bateria) apresentam em “OKKULT II”, que sucede “OKKULT”, lançado em 2013, onze faixas que mostram toda a versatilidade do grupo ao agregar passagens melódicas e até mesmo o uso de corais, ao seu death metal brutal. Como dito anteriormente, quatro faixas que estão neste trabalho já faziam parte do EP anterior. “Masters of Darkness”, “Menschenschlachthaus”, “Gates of Obblivion” e “Devil’s Covenant” que conta com a participação de L-G Petrov (Entombed A.D.). Além delas, ótimas faixas como “Shadowtaker”, uma rifferama digna de nota (sério, que chuva de riffs!), “Bloodshed and Triumph”, que traz aqueles corais característicos citados anteriormente, além de um trabalho de bateria bem interessante, “Spell of Blood”, “Infernal Sabbath”, uma pancadaria com momentos mais cadenciados, “All Men Must Die” e “Phantom Ghost”, que traz toques de metal tradicional em sua execução.
Esse álbum traz um pouco da sonoridade que o Atrocity apresentava em álbuns como “Halleucinations” (1990), “Todessehnsucht” (1992), “Blut” (1994) e “Atlantis” (2004). Unindo a fase antiga com a atual, o grupo traz uma pegada pesada e brutal, com todas as suas características. Esse trabalho não vai transformar a banda em um dos “grandes” nomes do cenário. Mas também, pode trazer novos fãs ao grupo, uma vez que sua música segue interessante e muito bem executada.
Sergiomar Menezes





