Benediction – “Killing Music” (2008) (Relançamento 2024)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#DeathMetal #DeathGrindcore #DeathHardcore
Para fãs de: Bolt Thrower, Dismember, Obituary, Sinister, Malevolent Creation
Texto por Johnny Z.
Nota: 8,0
A audição de “Killing Music”, sétimo álbum da carreira de uma das maiores lendas do Death Metal britânico, é como uma explosão sonora que demonstra que, mesmo após tantas décadas de estrada, a banda sempre manteve sua essência brutal, aniquiladora, agressiva e cativante. Desde a formação em 1989, o Benediction conquistou fãs ao redor do mundo com seu som implacável e letras intensas. Este álbum não é exceção na discografia da banda, e sim, traz um “q” de Death/Hardcore muito bem vindo!
Após a saída do veterano vocalista Dave Ingram em 2001, muitos se perguntaram se a banda seria capaz de manter seu nível de extremismo e qualidade. A entrada de Dave Hunt, conhecido por seu trabalho com Anaal Nathrakh e Mistress, foi rápida e eficaz. “Killing Music” é um testemunho de sua capacidade de integrar-se perfeitamente à banda, trazendo uma nova energia e agressividade, ao mesmo tempo honrando o estilo vocal sombrio dos primórdios.
Musicalmente, o álbum se destaca pela sua produção mais nítida, o que permite que cada instrumento brilhe. As guitarras rítmicas entregam riffs cortantes e esmagadores como um rolo compressor, uma característica que nunca deixaram de lado. No entanto, os solos deixaram um pouco a desejar pela simplicidade. Se isso foi uma escolha deliberada, não funcionou bem, pois o “menos é mais” aqui se tornou “menos é menos” mesmo. Faixas como “The Grey Man” e “Controlopolis (Rats in the Mask)” até trazem algo um pouco mais refinado, mas ainda estão longe do ideal. O esplendoroso trabalho de bateria de Neil Hutton em faixas intensas como “They Must Die Screaming” e “Immaculate Facade” é outro destaque.
Talvez o outro ponto negativo deste trabalho seja a presença um pouco apagada do baixo, que poderia deixar as faixas mais robustas e com maior magnitude, mas isso não prejudica o conjunto da obra. O respeito às raízes, energia, peso e brutalidade estão todos presentes aqui, portanto, não há do que reclamar!
As letras de Dave Hunt são um destaque à parte, sempre com muita selvageria, raiva, ódio e uma intensidade brutal que faz frente a todas as fases anteriores da banda. Uma completa insanidade esporrenta “na lata”, que, acompanhada de urros monstruosos, faria qualquer fã menos avisado se borrar nas calças (risos).
São 14 faixas relativamente mais curtas que nos álbuns anteriores, sendo 2 bônus tracks (covers de Broken Bones e Amebix), dando uma sensação de algo mais reto, direto e extremamente feroz. A insanidade perversa de “Bury the Hatchet”, mesmo sendo curtinha, poderia ser considerada um hino da auto-flagelação devido ao estrago que vai causar nos ouvintes (risos). Uma porradaria dos infernos!!!
O álbum em geral reforça a posição desse baluarte do Death Metal perante o mundo da música extrema. Se você não conhece ou nunca ouviu “Killing Music”, faça um favor a si mesmo, seja você um novo ou antigo fã do estilo, pois vai te cativar!
Obrigado Shinigami Records por trazer o vasto material do Benediction para o mercado brasileiro!!!





