BlackRain – “Dying Breed” (2019)

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BlackRain – “Dying Breed” (2019)
Steamhammer
#HardRock#SleazeRock

Para fãs de: CrashDïetCrazy LixxHardcore Superstar

Nota: 8,0

Se perguntarmos aos caras do Blackrain qual o disco que mudou a vida deles, a resposta será “Rest in Sleaze”, do Crashdïet. Não é segredo para ninguém que Swan (vocal e guitarra), Max 2 (guitarra), Matthieu de la Roche (baixo) e Frank F (bateria) começaram tocando o metal de Metallica, Iron Maiden e Pantera até serem arrebatados pelo som cativante do sleaze e decidirem que aquele era o caminho a seguir. Os franceses chegam ao seu sexto álbum tentando repelir o rótulo de eterna promessa e o estigma de segundo escalão do qual nunca conseguiram escapar. Não que falte talento, mas a exemplo da faixa “New Generation”, de “In Begins” (2013), sobra no quarteto uma petulância que não condiz com a realidade. Na música de seis anos atrás, os caras atribuem a si uma liderança e um protagonismo que somente chegaram perto de conseguir em âmbito nacional. Agora, na faixa título de “Dying Breed”, eles têm a pachorra de se autodenominarem “os últimos de sua espécie”. Como assim???? Provavelmente não ouviram os últimos lançamentos de Crazy Lixx, Lipz, Pretty Wild e afins…

Enfim, relegando o conteúdo e a falta de bom senso ao plano invisível é possível, sim, curtir “Dying Breed” como o trabalho venenosamente superior às duas últimas entregas do Blackrain que é. O tempero sueco vem das mãos do produtor-referência Chris Laney, e todo o conjunto da obra parece ter sido projetado conforme a estética meio oitentista meio século 21 que orienta 99,9% dos álbuns de hard rock do Velho Mundo há pelo menos uma década. Se por um lado a voz de Swan tem pitadas de Blackie Lawless, as seis cordas de Max 2 bebem na fonte de ases como Richie Sambora e Warren DeMartini. No repertório, ao peso de “Public Enemy” contrapõe-se a boa balada “All Angels Have Gone”. Se os anos 1980 pedem passagem em “Hellfire”, “A Call from the Inside” parece coisa que ouviríamos num The Voice da vida — aliás, o Blackrain pode tirar essa onda: já se apresentou mais de uma vez no France’s Got Talent. O lance agora é conquistar os palcos fora de casa.

Marcelo Vieira

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