Bloodbath – “Survival of The Sickest” (2022)

Survival
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Bloodbath“Survival of The Sickest” (2022)
Napalm Records
#DeathMetal

Para fãs de: Hypocrisy, Cannibal Corpse, At The Gates, Grave

Nota: 9,0

Sempre que nos deparamos com um álbum de um supergrupo ficamos com aquela expectativa acima da média, já que muitas coisas incríveis são lançadas quando forças do Metal se unem. E em termos de expectativa o Bloodbath nunca decepciona, e dessa vez no presenteia com o lançamento de seu sexto álbum, “Survival of The Sickest”, que serve também como um lembrete periódico de que a banda está jogando o jogo do Metal no modo Deus.

Apresentando membros antigos e atuais de lendas como Katatonia, Opeth e Paradise Lost, o supergrupo de metal extremo começa o disco com uma introdução sinistra de rádio que explode em um riff poderoso para abrir “Zombie inferno”, o primeiro single que foi lançado para promover o álbum. Cheio de mudanças de ritmo e riffs que não acabam ​​– como se dissessem “nós temos uma pilha interminável disso” – é uma entrada incrível para este suntuoso menu de Death Metal clássico. A destruição não para em “Putrefying Corpse” que começa com um riff de Black Metal vicioso e uma bateria de metralhadora, apenas para mudar completamente de rumo em segundos para um riff midtempo que poderia arrasar sua casa se você tocar muito alto. Os latidos instantaneamente reconhecíveis de Barney Greenwood do Napalm Death – um dos vários convidados do álbum – elevam o refrão Thrash e dão uma potência incrível para a faixa, assim como uma passagem que fará você lembrar-se de “Forgotten Past” do Death, e o solo que soa como se tivesse sido tirado diretamente dos álbuns “Spiritual Healing”, “Human” e “Symbolic”.

A formação repleta de estrelas do Bloodbath mais do que combina com a tag do supergrupo. O vocalista Nick Holmes (Paradise Lost) está se sentindo em casa em seu terceiro lançamento com a banda, experimentando diferentes estilos de rosnados e soando mais doente do que nunca. Ele pode facilmente reivindicar a posição de melhor enunciador do Metal Extremo, com suas letras de horror e sangue que aparecem mais claramente do que as de alguns cantores limpos. Martin “Axe” Axenrot (ex-Opeth) oferece uma performance devastadora atrás da bateria, mantendo os blast beats em alta e constantemente variando o ritmo como na Behemoth-tipo “Carved”, que soa muito parecida com o trabalho que os Poloneses fizeram em “Demigod”.

Outra banda que pode ser facilmente referenciada em “Malignant Maggot Therapy” é o Cannibal Corpse, já que ela possui mais uma avalanche de riffs e uma bateria monstruosa que serve de pano de fundo para que Nick solte seus guturais à lá Corpsegrinder. Falando em riffs, certamente aqui ele é o que comanda o som da banda, com as guitarras afiadas de Anders Nyström  (Katatonia) e a nova adição de Tomas Åkvik (Lik) despejando diversos deles, um mais mortal que o outro, e com solos de derreter a carne. Ao lado deles, o baixo soberbamente mixado de Jonas Renkse (Katatonia) ajuda a dar um brilho a mais nas faixas, mesmo sendo um instrumento que pode ser facilmente enterrado pelas guitarras, aqui tem seu destaque pulsante.

Embora vindo principalmente da Suécia, neste álbum o Bloodbath se valeu de muitas inspirações e cada música traz algo diferente – de riffs do Morbid Angel, Obituary ao próprio Doom do Katatonia – e os 45 minutos do álbum voam em uma brutalidade cativante e digna de um repeat.

Com “Survival Of The Sickest” o Bloodbath mostra o quão seus músicos são extremamente talentosos e que manterão a linha do Metal alta para as outras bandas. Com esse novo álbum eles mostram que ainda tem muito sangue para escorrer, e ele é puro Death Metal.

Lucas David

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