
Blue Oyster Cult – “Cult Classic” (1994) (Relançamento/2020)
Frontiers Music
#HardRock, #ClassicRock
Para fãs de: Deep Purple, Black Sabbath Thin Lizzy
Nota: 7,0
O Blue Öyster Cult é, sem dúvida alguma, um mostro gigantesco do Hard Rock/Rock setentista. De Metallica à Ghost, podemos encontrar as influências deste “dinossauro”, o tamanho da sua importância e como eles ajudaram a moldar o Hard Rock/Heavy Metal, seja na temática obscura/ocultista, seja nas composições que mesclam ora peso, ora melodias que percorreram as rádios e viraram clássicos.
Pois desde 2001 a banda não lança nada novo de estúdio, a não ser (várias) coletâneas, boxes e discos ao vivo. Após a assinatura com a gravadora Frontiers, foi anunciado um novo trabalho de estúdio para 2020. Porém antes, como “aquecimento”, a gravadora está reeditando este trabalho que originalmente foi lançado em 1994.
Após a entrada de novos integrantes na década de 90, os membros originais, Buck Dharma e Eric Bloom (guitarras e vocais principais) resolveram regravar os maiores clássicos da banda com a formação que havia sido reconstruída à época.Todos os grandes clássicos da banda estão lá: “Don’t Fear the Reaper”, “Godzilla”, “Burning for You” (minha preferida!), “Cities On Flame (with Rock N’ Roll). Ótimo, não é?
Nem tanto.
Eu já falei isso algumas vezes e volto a falar. Uma das coisas que acho mais sem graça é uma banda regravar as suas próprias músicas. Não vejo sentido algum. E no caso desse “Cult Classics”, eu verifico um agravante: Apesar da produção mais atualizada (algumas músicas foram regravadas 20 anos depois do lançamento original), a tecnologia avançada para a época deixou a maioria das faixas mais fracas e sem a força das gravações originais. Escute “Don’t Fear the Reaper ” original e depois essa versão regravada. Onde está o proeminente e destacado cow-bell da versão de 1976? Enterrado lá no meio da mixagem. “Harvester of Eyes” e “CIties on Flame” sem o peso característico também.
Em contrapartida, momentos interessantes como “Buck’s Boogie”, que não tinha ainda uma versão de estúdio até esta gravação, e uma versão instrumental para “Don’t Fear the Reaper”.
Se você não conhece a banda é quiser conhecer, é um bom lançamento que vai servir como um ponto de partida para fazer aquela tradicional pesquisa na discografia da banda e descobrir verdadeiros tesouros. E logo após isso, tenho certeza que você vai preferir as versões originais à estas contidas neste trabalho.
Aguardemos ansiosos o novo lançamento de estúdio prometido para este ano.
José Henrique Godoy





