
Body Harvest – “Parasitic Slavery” (2019)
Comatose Music
#BrutalDeathMetal
Para fãs de: Deicide, Cannibal Corpse (antigo)
Nota: 9,0
Fielmente forjados na fúria do Death Metal raiz, os britânicos do Body Harvest lançam o seu segundo disco de estúdio com bastante entusiasmo e muito carisma para se ascenderem cada vez mais na cena underground. Trazendo um estilo mais focado na fase antiga do Death Metal e pouco focada na fase contemporânea, o quarteto de Bristol aposta numa premissa bastante sujona e direcionada à velocidade sem freios, bastante influente pelo Cannibal Corpse em início de carreira (fase Chris Barnes).
Por outro lado, e isso eu não poderia deixar de omitir, sua forma de composição e seus riffs enlouquecidos nos remetem a um Deicide por completo, visto que a cada faixa que se passa, mais veloz e mais infernal o disco vai se tornando. Os músicos em si são bastante criativos e procuram mostrar aptidão e destreza em cada segundo do disco, mostrando assim que podem ser equiparados à grandes nomes do Brutal Death Metal de todo o planeta.
A produção mostra-se extremamente direcionada em fazer cada vez mais barulho e em momento algum dá uma fraquejada que seja. Diferentemente de seu disco de estréia “Futile Creation (2014)”, a banda procura mostrar mais maturidade em suas composições, e evitando ao máximo em repetir a dose. O resultado: Um disco muito viável pra cena e que, a meu ver, tende a melhorar cada vez mais com o tempo.
Um trabalho de muita atitude e que vale a pena ser conferido. Recomendadíssimo !
Aldemar Ferreira





