Bonfire – “Byte The Bullet” (2017)
UDR Music
Nota: 7,0
E o Bonfire chega ao seu 15º álbum de estúdio. Formado em 1972 sob o nome de Cacumen, o grupo alemão passou a se chamar Bonfire á partir de 1986 e de lá pra cá apresentou uma carreira que apesar de regular (em termos de lançamentos), se mostrou bastante inconstante. Tendo por base o hard rock, mas incorporando de forma generosa doses de heavy metal tradicional em sua sonoridade, a banda teve ao longo desses 30 anos de carreira ( ou mais de 40, como preferirem) a passagem de mais de duas dezenas de músicas por sua formação. Tendo á f,rente o incansável e único remanescente da formação original o guitarrista Hans Ziller o grupo apresenta em “Byte The Bullet” composições que, apesar da qualidade, carecem de uma maior pegada e de um foco maior naquilo que banda fazia de melhor nos anos 80: o hard Rock mais direcionado ás guitarras.
A entrada do vocalista Alexx Stahl no ano passado no lugar de David Reece (ex-ACCEPT), forçou o grupo a redirecionar (um pouco, que fique claro) sua sonoridade, pois a diferença entre os vocalistas é bastante signficativa. Dono de um timbre mais agressivo, Alexx deixou a sonoridade do grupo um pouco mais pesada, deixando os guitarristas Hans Ziller e Frank Pané (Sainted Sinners) mais livres para compôr linhas mais pesadas. Isso se reflete me faixas como “Some Kinda Evil”, a faixa título ( que mesmo tendo por base o hard rock, recebe boas doses de peso), “Sweet Surrender”, assim como “Reach For The Sky”. Temos também uma versão interessante para um dos clássicos do Jethro Tull, “Locomotive Breath”, que aqui ganhou uma interpretação bem pessoal do grupo. “too far From Heaven” nos remete, mesmo que de forma sucinta, ao que o grupo fazia á época de “Fireworks” (1987), talvez o trabalho mais conhecido e um dos melhores da banda. Temos ainda duas baladas, a saber “Lonely Nights” e “Without You”, que apesar de bem estruturadas, não acrescentam muito ao trabalho.
Se você for fã dos trabalhos do grupo que fizeram sucesso nos anos 80, “Byte The Bullet” pode não lhe agradar. Praticamente uma banda diferente, o Bonfire resiste à passagem do tempo, buscando sobreviver neste competitivo mundo atual. Boas idéias, mas sem aquela pegada característica de seus áureos tempos (será que o grupo realmente os teve?), fazem deste trabalho algo a ser ouvido apenas pelos fãs do grupo, a não ser que você tenha a mente aberta…
Sergiomar Menezes





