Cannibal Corpse – “Chaos Horrific” (2023)

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Cannibal Corpse – “Chaos Horrific” (2023)

Metal Blade Records | Voice Music Gravadora | Rock Brigade Records
#DeathMetal

Para fãs de: Autopsy, Death, Morbid Angel, Obituary

Texto por Lucas David

Nota: 10

Quando falamos o nome Cannibal Corpse os fãs de Death Metal sempre têm uma ótima sensação. Seja anunciando novos álbuns e turnês mundiais, por exemplo, a banda se tornou sinônimo de algo que é positivo na maioria das vezes. Nesse caso relatado aqui, trata-se do mais novo disco dos americanos, chamado de “Chaos Horrific”, e como o nome mesmo diz, o que temos pelos próximos 40 minutos são verdadeiras avalanches de caos, selvageria, brutalidade e técnica, acima de tudo. Essa nova empreitada marca o 16° álbum da carreira da banda, que já está na estrada há 35 anos e não apresenta nenhuma vontade ou intenção de diminuir os adjetivos mencionados acima.

“Chaos Horrific” é cheio de guturais destruidores, uma cozinha que alia técnica e velocidade, criando a cama perfeita para que os solos de guitarra sejam despejados aos montes. A trinca inicial formada por “Overlords Of Violence”, “Frenzied Feeding” e “Summoned For Sacrifice” é um exemplo do que foi dito, fazendo o ouvinte se divertir muito durante a viagem até os poços de carne e sangue que o Cannibal sugere. Esse começo reforça que a banda irá fazer o que já é acostumado, e mesmo já sendo veteranos, a banda sobreviveu por um detalhe: eles são muito bons no que fazem. Mesmo com bandas chegando cada vez mais perto deles, tentando assumir o posto, a banda ainda tem muito combustível para queimar, exibindo isso quando “Pitchfork Impalement” explode nos alto-falantes. A força e vontade são as mesmas de quando começaram essa insanidade toda.

Hora de destacar os integrantes: impossível não citar cada um deles e o trabalho que fizeram aqui. Alex Webster é um gigante no baixo, suas linhas dão um peso a mais na música e podemos ouvi-lo em todas as faixas. Junto a ele temos o baterista Paul Mazurkiewicz, que mesmo após todo esse tempo ainda é um dos melhores bateristas de todos os tempos. O que a dupla faz aqui (sendo os únicos membros originais até hoje) é algo surpreendente. George “Corpsegrinder” Fisher é outra lenda dentro do Death Metal, e suas performances neste disco são admiráveis. Os guturais e gritos que ele faz são capazes de assustar até o maior fã da banda, pois em cada disco ele mostra uma força única para se manter como referência dentro do gênero. Já a dupla Rob Barrett e Erik Rutan entregam riffs matadores, solos inspirados e um som que corta a carne de quem ouve, sem misericórdia e sem firulas.

Resumindo, “Chaos Horrific” é Death Metal puro e direto, encharcado de sangue, com dentes quebrados e violento. A capa transmite exatamente essa sensação, sendo mais um trabalho fantástico do artista Vince Locke, que alinhou todas as faixas a arte, e fecha ajuda a fechar o álbum com “Drain You Empty”, uma faixa totalmente destruidora. Ouvir um disco assim, desligando totalmente da realidade péssima em que vivemos, é algo extremamente gratificante. Álbuns como esse são fáceis de resenhar, e como fã da banda recomendo demais a audição, sem medo e simples assim!

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