
Cannibal Corpse – “Red Before Black” (2017)
Metal Blade Records
#DeathMetal, #TecnicalDeathMetal
Para fãs de: Carcass, Suffocation, Hate Eternal, Morbid Angel
Nota: 10
Não leve em consideração a queda brusca no trabalho artístico da capa de “Red Before Black”, pois mesmo se parecendo com uma guerrinha adolescente de catchup no McDonalds isso não significa que seu conteúdo musical tenha o mesmo fim. Pelo contrário meus queridos, a cavalaria Death Metal está no auge e tinindo!
No álbum anterior, “A Skeleton Domain” (2014), a banda se manteve no topo do estilo, mas não nos trouxe praticamente nada de muito novo ou, na melhor das hipóteses, apenas nos mutilou de forma rápida e sem muito lero lero. Já em “Red Before Black” os caras trouxeram algo a mais, uma vibe mais “carrasca”, mais “psicopata” e “assassina”, e isso transborda em todas as doze faixas presentes. Aquela massa sonora que dilacerava os nossos tímpanos continua intacta, mas é nítido que quiseram deixar os vocais urrados de George Corpsegrinder Fisher mais viscerais e não tão “intestinais” como de costume. Com isso, muitas similaridades com o Thrash Metal mais ostensivo e vigoroso apareceram até mais que nos últimos álbuns, mas logicamente o Death Metal técnico do grupo, com aquele peso característico sufocante (no bom sentido) mantém-se fiel às suas origens. As levadas de bateria que antes eram basicamente bate estacas fulminantes continuam lá, mas abordaram mais quebradeira e mais “melodia” com compassos mais coesos do Thrash. Não, eles não desaceleraram nem diminuíram a velocidade, mas sim apenas “cresceram” em termos de ritmo pois neste álbum notei algo mais vibrante e com classe, ou seja mais “audível” e não tão sufocante remetendo as primeiros álbuns da banda! Sim, você leu isso! Me lembrou muito o álbum “Tomb Of The Mutilated” (1992), por exemplo.
Não posso deixar de citar a enorme influência do Slayer, principalmente nos solos e alguns riffs brutalmente massacrantes, bem como nuances e até algumas passagens que nos remetem ao Napalm Death de “Harmony Corruption”.
As duas faixas liberadas para audição provam tudo isso que disse acima, “Code of the Slashers” e faixa título, uma espécie de cataclisma exuberante e provocante que não fica só nisso não pois destaco faixas como “Shedding My Human Skin” (com seu comecinho que lembra muito Machine Head), “Remained” e suas loucuras infernais de mudanças de ritmos que assustam por conta da intensidade e lembrando muito o Morbid Angel ou Hate Eternal só que um charme único “canibalístico”, a rifferama maravilhosa de “Firestorm Vengeance” que dará muita dor no pulso e pescoço por ser uma das mais matadoras do álbum, a avalanche brutal de “Scavenger Consuming Death” e a Punk Death “Hideous Ichor” que nos remete ao Extreme Noise Terror.
O Cannibal Corpse é isso, igual o Godzilla, sempre aparece de forma cada vez maior e mais monstruoso/cavalar, nunca decepciona mas que, ao mesmo tempo, te cativa de uma forma única pois fica impossível não se deleitar com esses riffs “ogros” e quebradeiras técnicas geniais que só mestres conseguem cria-los tão bem.
Agora eu me pergunto: O que será que passa na cabeça desses caras na hora de compor essas coisas? Sério, eu tenho muita curiosidade em saber como eles conseguem criar algo tão sobrenatural em termos musicais, vincula-las à temática “assassina” de uma forma tão natural e nunca, mas NUNCA, caírem em repetição! Tem como não amar isso??? Nota 10 é pouco e será muitíssimo bem lembrado em votações de melhores do ano. Escrevam isso!
Johnny Z.





