Cirith Ungol – “Forever Black” (2020)

96370515_1657383757735235_5306514622004592640_o
Compartilhe

Cirith Ungol  “Forever Black” (2020)
Metal Blade Records | Hellion Records Brazil
#HeavyMetal

Para fãs de: Manilla RoadOmenWitchfinder General

Nota: 6,0

Como escrevi na resenha do ao vivo “I’m Alive” em outubro de 2019, o Cirith Ungol já foi tachado de “a pior banda da história do heavy metal” aqui no Brasil. Mas sejamos justos: os caras estão longe de merecer esse título. Ao meu ver, a banda pagou por sua originalidade: heavy tradicional, um pouco de Black Sabbath, um pouco de lirismo medieval, nuances de rock progressivo e até mesmo um pezinho no doom metal. O ano era 1981, e em meio a tantas bandas surgindo na era de ouro do metal, o Cirith Ungol não conseguiu alçar voos mais altos, e o underground americano tornou-se o seu habitat natural.

Após quase trinta anos sem lançar nada, Jarvis Leatherby, baixista e vocalista do Night Demon, mexeu os pauzinhos e viabilizou a reunião de Tim Baker (vocais), Greg Lindstrom (guitarra) e Robert Garven (bateria), três membros da formação original, com o acréscimo de Jim Barraza, que integrou o Cirith Ungol de 1988 a 1991. A volta, inicialmente restrita a alguns festivais, tornou-se atividade em tempo integral, sendo sacramentada com o lançamento do já citado “I’m Alive”.

O ano de 2020 marca, então, o retorno do Cirith Ungol com um lançamento de estúdio. E a palavra-chave de “Forever Black” é nostalgia. Temos aqui o som típico da banda, só que com uma leve modernizada na produção – nada que retire o clima “old school”, vale destacar. Músicas como “The Frost Monstreme” e “Nightmare”, por exemplo, soam pesadas como as bandas de metal tradicional da atualidade, porém seguindo a cartilha oitentista. A voz de Baker não é das mais fáceis de assimilar, mas apesar de alguns sinais de desgaste, não compromete tanto. Outros destaques: “Before Tomorrow” (bons riffs) e a “sabbathica” faixa-título.

Por mais que não vá figurar nas listas de melhores do ano, “Forever Black” está longe de ser esquecível. Ao prezar pela honestidade do seu trabalho sem se arriscar em meio a inovações para provar qualquer coisa a quem quer que seja, o Cirith Ungol oferece, na verdade, um presente para o entretenimento de si próprio e dos fãs. Que sigam nesse caminho.

José Henrique

Compartilhe
Assuntos

Veja também