Cosmic Rover – “Cosmic Rover” (EP) (2018)

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Cosmic Rover “Cosmic Rover” (EP) (2018)
Independente
#StonerRock#HeavyRock

Para fãs de: Spiritual BeggarsFireball MinistryCorrosion Of ConformityThe Atomic Bitchwax

Nota: 8,5

São apenas quatro músicas, em quinze minutos, mas admito que o Cosmic Rover conseguiu prender minha atenção com este seu primeiro EP, de peso “trampado”, sujeira bem administrada na produção (à cargo de Henrique Baboom), clima valvulado e orgânico (principalmente nas texturas gordurosas do baixo de Rodrigo Felix), e sem medo de ser crú e fuzzeado ao mesmo tempo!

Mesmo que em alguns momentos os arranjos soem crús em demasia, isso advém da sensação de “ao vivo em estúdio” que o material carrega, e não existe dúvida do som que querem praticar: Stoner Rock direto e objetivo, despido de quaisquer futilidades e alegorias.

Formada em 2018, na cidade de São Paulo, essa identidade formada pelo Cosmic Rover é reflexo da experiência de seus integrantes na cena pesada. Pontualmente, é muito interessante ouvir Edson Graseffi, baterista da banda de Thrash Metal brasileira Panzer, desfilando influências com dinâmicas diferentes de sua banda principal por texturas mais rústicas. Não obstante, ele ainda responde pelos ótimos vocais.

No geral, as composições possuem uma força primitiva e poderosa, com destaque a “Bright Highway”, um modelo que pode muito bem ser seguido no futuro. Composição inteligente, concisa e audaciosa em termos rítimicos, além de trazer backing vocals bem sacados. Completando o EP, temos
“Never Forget” (a abertura marcante), “Space Motherfucker” (com espírito roqueiro puro e simples, quase punk), e “Cosmic Rover” (um Stoner por definição)

O guitarrista Rick Rocha também contribui muito para o sucesso do EP com solos furiosos (de apelo setentista) e riffs encorpados, de ganchos irresistíveis pra quem curte um Heavy Rock injetado de fúria e testosterona, tudo sustentado pelo peso dinâmico da seção rítmica.

Enfim, um cartão de visitas energético, que mostra consistência e perspectiva, longe de soar monótono por ser retrô.

Marcelo Lopes Vieira

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