Dallian – “Automata” (2018)

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Dallian
 
“Automata” (2018)

Independente
#DeathMetal#SymphonicDeathMetal

Para fãs de: Dimmu BorgirDark Funeral

Nota: 9,0

O Sepultura e o Angra cantaram a pedra de que misturar heavy metal com regionalismo é uma saída para impressionar o mundo e reinventar a roda. Afinal, juntar elementos da identidade nacional com o peso e agressividade das guitarras tende a criar um som único e cheio de autenticidade. Os portugueses do Dallian apostaram nessa fórmula ao colocar o fado para conversar com o Death Metal no disco de estreia da banda chamado “Automata”.

O trabalho vai muito além de simplesmente incorporar o folclore português: é uma aula de produção moderna, com direito a breakdowns, bom gosto de riffs, alternância entre gutural e vocal limpo e muitos coros e teclados. Músicas como “The Lie Vision” têm um quê do Dream Theater mais recente, com compasso em 5 por 4 e toda uma dinâmica mais progressiva. Já “As Within, So Without” tem uma parede sinfônica digna de filmes de suspense e o gutural de Carlos Amado vai mais para o agudo.

Mais para o final, começam as influências da santa terrinha: “The Num From Azrael” traz o violão acústico típico e “Caixa Pensatória” traz uma cantora de fado que tem aquele tom triste e agudo característico. O disco ganha na dinâmica e não cansa o ouvinte apenas com peso e velocidade típicas do death metal mais padrão.

“Automata” é uma aula de como fazer heavy metal no século XXI, sem medo de soar moderno, descobrir novos sons e novas possibilidades. Se o Sepultura e o próprio Angra deram certo mostrando ao mundo como a música brasileira soa mesclada ao metal, o Dallian pode fazer o mesmo pela cultura lusitana.

Gustavo Maiato

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